Após esperarem por longos 11 anos, os fãs de Taylor Swift podem finalmente dizer que ela está de volta. A cantora americana começa sua turnê, a The Eras Tour, pelo Brasil nesta sexta-feira (17).
E com a chegada da artista, que pousou no país hoje (16), uma outra tradição também aterrissou: trocar pulseiras da amizade – ou melhor, as friendships bracelets. A prática surgiu a partir da música “You’re on Your Own, Kid”, do 10º álbum de estúdio da cantora, Midnights, lançado em outubro do ano passado.

Na letra da canção Taylor diz: “so, make the friendships bracelets, take the moment and taste it” (em português, então faça pulseiras da amizade, agarre o momento e saboreie). E é claro que os swifties – apelido dado aos fãs – levaram o recado à sério.
A Júlia Prado tem 23 anos, mora em Jacareí e é correspondente bancária. Por conta do expediente, somente aos finais de semana tinha tempo para fazer as pulseiras. A confecção começou em julho, cerca de um mês depois da abertura das vendas dos ingressos para o show.
“Nesse tempo fiz algumas, mas a produção virou mesmo só em outubro, que foi quando a ficha caiu que o show ia rolar”, conta a jovem. Quase quatro meses depois, ela chegou a fazer 100 pulseiras. Tudo sozinha.
Com tantos adereços, ela se deu conta de que não daria para usar tudo de uma vez: “eu coloquei tudo no braço e percebi que vai ficar impossível de respirar com tudo. Então, eu vou deixar algumas para trocar e as que sobrarem vou doar para os fãs que não têm ou não tiveram tanto tempo de fazer”.
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Tradição não tem preço
Trocar pulseiras com outros fãs também faz parte da experiência de viver essa turnê de Taylor. E mesmo sem ter acontecido nenhum show da cantora no Brasil, tem gente que já está colocando isso em prática.
Esse é o caso da Gabrielle Fonseca, que mora em São José dos Campos e tem 22 anos.“Eu já troquei algumas até no filme da Tour no cinema! Mas minha intenção é trocar com as pessoas na fila e perto de onde eu estiver no dia do show”, conta com entusiasmo. “As mais bonitinhas tão me dando uma dor no coração de trocar, mas a intenção toda é essa, né?”, reflete.

Mesmo com uma rotina corrida, entre o período de trabalho e a faculdade a jovem professora sempre dá um jeito de colocar mãos à obra.
“Sempre que tenho uma brecha, tento fazer pelo menos uma. Mas aos finais de semana, principalmente aos domingos, me junto com a minha irmã e passamos o dia inteiro fazendo pulseiras”, relata.
Aliás, a irmã de Gabi só se tornou fã da artista por conta da influência dela. “Na pandemia eu obriguei tanto ela a escutar que ela acabou gostando e hoje é super fã também, tanto que nos vamos juntas para o show!”.
Ao todo, as duas já produziram cerca de 90 pulseiras, e o valor gasto foi em torno de R$ 200 em lojas da internet, diferente de Júlia, que comprou as miçangas em lojas do centro de Jacareí. “Nos últimos meses senti diferença no preço das coisas, o que antes eu pagava R$ 1,50, hoje está quase R$ 3. Está mais caro mesmo”, diz.
Mas para quem é fã isso não tem preço: “por que quando eu vou ter a oportunidade de ter toda essa experiência da Taylor no Brasil, que inclui fazer as pulseiras? Começamos uma tradição e é legal fazer parte disso”, conclui Gabi.
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