Nove pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) foram devolvidos à natureza após serem resgatados em praias do Litoral Norte pelo Instituto Argonauta.
A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) do Argonauta foi quem cuidou da reabilitação desses pinguins, garantindo todos os cuidados necessários para sua recuperação.

Os animais foram soltos em alto mar em uma posição planejada. A escolha do local de soltura envolveu critérios específicos, como latitude e longitude, que foram estudados em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O INPE levantou a posição das correntes e permitiu que os pinguins encontrassem a Corrente Marinha do Brasil com mais facilidade, auxiliando seu retorno às colônias.
Toda a reabilitação dos pinguins-de-Magalhães aconteceu nas instalações do Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Argonauta em Ubatuba. No local, eles receberam todos os cuidados e passaram por uma série de exames e procedimentos médicos para garantir que estivessem em condições adequadas para serem devolvidos à natureza.

Confira também: Francisco de Assis nos livrai do aquecimento global!
A médica veterinária Raquel Beneton Ferioli, responsável técnica do Instituto Argonauta no CRD de Ubatuba, supervisionou esse processo de recuperação.
“O animal deve estar nadando ativamente no recinto e manifestar comportamento normal para a espécie, durante todo o período de avaliação. Além disso, eles devem apresentar impermeabilização total da plumagem e se alimentar espontaneamente no recinto. Exames clínicos e laboratoriais são realizados para atestar a saúde de cada um dos pinguins. Com isso, clinicamente os pacientes estão liberados para soltura”, detalhou ao instituto.
Identificação dos pinguins na natureza
Antes de serem soltos, os animais receberam microchips para que possam ser identificados caso encalhem em outros pontos da costa brasileira. Apesar disso, eles não podem ser rastreados à distância.
Esse procedimento é feito para que, casoos animais sejam encontrados novamente em perigo, outras instituições que trabalham com o resgate de fauna marinha possam identificar a origem da soltura. Além disso, os microchips também auxiliam no trabalho de pesquisas científicas, como em estudos nas colônias.
A previsão dos especialistas do Argonauta é que eles percorram o caminho até a patagônia argentina, onde existem as colônias de reprodução.
“O esperado é que aproveitem a corrente e se direcionem para o sul da América do Sul, até chegar próximo a região patagônica. Nessa região, existem colônias reprodutivas e de permanência para descanso e alimentação”, comentou a bióloga Carla Beatriz Barbosa, coordenadora do PMP-BS no Trecho 10 do Instituto Argonauta.
Acompanhe também: