O setor aeronáutico foi o que gerou metade dos empregos na indústria de janeiro a agosto deste ano em São José dos Campos, considerada capital da aviação.
Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo município nesta terça-feira (17).

O levantamento aponta que do total de 1.162 oportunidades na cidade, 561 estão ligadas à fabricação de aeronaves e outras atividades da área. O número representa um percentual de cerca de 48% das vagas.
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Isso se deve pela presença de grandes fabricantes que se destacam globalmente como a Boeing, que recentemente inaugurou seu Centro de Engenharia e Tecnologia em São José dos Campos com contratação de 500 engenheiros e a Embraer, que atualmente conta com cerca 11 mil colaboradores.
Dessa forma, a cidade responde por cerca de 95% da cadeia produtiva da indústria aeroespacial.
A vocação para o desenvolvimento aeronáutico teve início em 1950, quando houve a instalação do CTA (Centro Técnico Aeroespacial), atual DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), além do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em 1961.
Chegada da Boeing em SJC
A Boeing já tinha vida em São José dos Campos desde 2014, quando instalou seu primeiro endereço para desenvolvimento e pesquisas na cidade natal da concorrente Embraer e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
A investida agora, porém, marca um outro momento. O foco da nova sede brasileira será desenvolver projetos para a aviação comercial e expandir o ecossistema do segmento, fortalecendo também a criação de talentos na área da engenharia, o que há de sobra no Vale do Paraíba.
Uma outra prioridade será desenvolver a produção de combustíveis sustentáveis para aviação
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