Um grupo com dezenas de crentes cantando louvor tomou os corredores do Shopping Vale Sul, em São José dos Campos, na última semana.
Eles caminhavam em direção às salas de cinema promovendo o filme “O Som da Liberdade”, que chegou há pouco no Brasil e vem sendo febre entre grupos conservadores.

A ação foi pacífica e não gerou confusão. O shopping, no entanto, afirmou que este tipo de conduta não é autorizada pois “prejudica o andamento normal da operação”.
O burburinho pelo filme não foi exclusivo de São José, onde os fiéis caminhavam cantando “Canção ao Cordeiro”, de Gabriel Guedes e Israel Salazar.
O longa ganhou uma grande projeção em todo o Brasil por conta de uma enorme mobilização de grupos conservadores e ligados ao bolsonarismo, que têm agido para torná-lo líder de bilheteria no país, fato que se concretizou logo na estreia.
Filme tem veracidade questionada e história baseada em acusado de abus0
O filme norte-americano produzido pela Angel Studios, uma produtora católica, é um drama que aborda a exploração sexual de crianças. O thriller é baseado em fatos reais, apesar de ter sua veracidade questionada.
O enredo envolve o sequestro de dois irmãos atraídos para uma sessão de fotos em Honduras, de onde são raptados. No Thriller, é contada a história real de Tim Ballard, um ex-agente especial do Departamento de Segurança Interna do governo estadunidense que deseja fazer “justiça com as próprias mãos” e acabar com o tráfico sexual de pessoas.
Na vida real, Ballard foi responsável por fundar a Operation Underground Railroad (OUR), organização sem fins lucrativos anti-tráfico sexual que teve iniciativas que serviram de base para a produção do longa.
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Entretanto, o ex-agente e a própria OUR foram contestados por alguns de seus relatos. Uma investigação feita pela VICE News, em 2020, por exemplo, apontou uma dificuldade em comprovar os feitos da entidade. O artigo diz que as ações eram “sempre descritas como heroicas e excitantes”.
Outro ponto que causa alerta é uma outra reportagem, também publicada pela Vice, em que sete mulheres acusam o ex-CEO de se comportar inapropriadamente com colegas de trabalho.
As acusações envolvem coerção e indicam que Ballard teria inclsuive insistido para que colegas dormissem e tomassem banho com ele para “enganar traficantes” em missões.
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