O Dia da Amazônia é comemorado nesta terça (5), em uma data que celebra a maior floresta tropical e, de fato, uma das maiores riquezas do mundo. Neste dia, é necessário lembrar da importância na preservação do bioma a fim de promover um equilibrio, mesmo que complexo, do futuro deste planeta.
O primeiro semestre de 2023 registrou uma significativa redução de 60% no desmatamento da Amazônia em comparação ao mesmo período de 2022, conforme dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon.

A área desmatada de janeiro a junho deste ano totalizou 1.903 km², em contraste com os 4.789 km² registrados em 2022, representando a menor devastação em seis anos, desde 2018.
Embora seja uma notícia positiva, é relevante destacar que a área desmatada ainda foi a sexta maior de toda a série do monitoramento, iniciada em 2008. Isso corresponde a uma área florestal quase duas vezes maior do que Belém, equivalendo a mais de mil campos de futebol desmatados diariamente.
No mês de junho, houve uma drástica redução de 75% no desmatamento na Amazônia, passando de 1.429 km² em 2022 para 361 km² em 2023. Esse é o segundo mês com a maior queda na devastação neste ano, sendo superado apenas por maio, quando a redução foi de 77%.
Em comparação à série histórica, junho de 2023 registrou a menor devastação em 10 anos, desde 2014.
Outra ameaça
O desmatamento não é a única ameaça à Amazônia; a degradação florestal também coloca em risco a integridade da floresta.
Estima-se que a degradação seja responsável por cerca de 70% das emissões globais de carbono de florestas tropicais entre 2003 e 2014, enquanto o desmatamento contribui com os 30% restantes, segundo o Climate Policy Initiative (CPI).
A degradação ocorre por meio de incêndios florestais, extração seletiva de madeira e outras atividades que comprometem a integridade da vegetação.
O desmatamento pode acelerar a degradação ao alterar padrões de chuva e criar efeitos de borda na floresta. Além disso, provoca mudanças climáticas que podem afetar áreas distantes das regiões desmatadas.
Posicionamento do presidente
Dessa forma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça, que assinará novas demarcações de terras e áreas de proteção ambiental, acompanhado das ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).
Por isso, o Dia da Amazônia é uma data que ressalta a importância da preservação desse tesouro, que representa um terço das florestas tropicais do mundo, abriga mais da metade da biodiversidade do planeta e desempenha um papel vital na regulação climática global.
Espécies ameaçadas
Ademais, o IBGE diz que 5501 espécies de animais estão ameaçadas de extinção no país. 503 destas estão na Amazônia.
Por outro lado, de acordo com dados do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 224 espécies da fauna amazônica enfrentam ameaças.

Entre as espécies em risco estão o peixe-boi-da-amazônia, tamanduá-bandeira, onça-pintada, ararajuba e anta, classificadas como “vulneráveis”, enquanto espécies de peixes, como o Acari, estão “criticamente em perigo”.
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