Uma brincadeira de família que tem dado certo: é assim que a dupla de “japanejo” Lucas Akira e Fábio define a carreira. Os irmãos, naturais de Pirajuí, no interior de São Paulo, são conhecidos por misturar elementos da cultura japonesa com sertanejo.
Em entrevista ao podcast Talk+ nesta quarta-feira (30), eles contaram um pouco mais sobre a trajetória musical, que se iniciou há 16 anos, e quais são os próximos projetos para a carreira.

Recentemente a dupla alcançou mais de dez milhões de reproduções nos canais de streaming com a regravação de grandes sucessos da música sertaneja brasileira. Entre as composições dos irmãos mais conhecidas estão: “Coração Durão”, “Nem Ferrando” e “Tontin”, que juntas acumulam meio milhão de reproduções somente no Spotify.
Inclusive, eles cantam uma versão em japonês de “Evidências”, da dupla Chitãozinho e Xororó. A música, conhecida como “hino nacional brasileiro”, é uma das mais cantadas nos karaokês do país. E foi a partir de karokês em reuniões familiares que os dois começaram a parceria artística.
Depois disso, Lucas montou uma banda na escola com outro parceiro, mas devido a um problema do colega, Fábio teve que assumir o posto. Desse dia em diante, eles não se separaram mais.
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“Ser japonês não é só vender pastel”
Quanto a recepção do público ao japanejo, os dois comentam que tudo o que é novo, causa estranhamento. “É uma coisa diferente, que cria uma curiosidade nas pessoas e aí a gente vem com esse lance de introduzir algumas músicas sertanejas com elementos japoneses e isso é muito massa”, contam.
Mas o movimento que o sertanejo tem feito hoje em dia ao abraçar outros gêneros musicais, dão à eles a liberdade para eles divulgarem essa nova modalidade da música e as pessoas têm gostado.
Planos futuros
Em relação aos planos de virem ao Vale do Paraíba, Lucas e Fábio dizem que há um espaço na agenda para a realização de um show em Pindamonhangaba. Eles disseram que já conhecem a região porque são devotos de Nossa Senhora Aparecida e já visitaram o Santuário Nacional.
E por que não levar o japanejo para o Japão? Os irmãos contam que existe sim o desejo de levar o sertanejo para o outro lado do mundo.
Veja a entrevista completa da dupla para o Talk+
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