Uma professora incitou uma aluna a cortar os próprios pulsos durante aula na Escola Estadual José Antônio Sanches Gonzales, no bairro Água Branca em Ilhabela.
O caso foi na quinta-feira (17) da última semana. A profissional em questão ministrava uma aula aos alunos do 1º ano do Ensino Médio e segundo a Secretaria Estadual de Educação, já foi orientada para que o caso não se repita.

Segundo informações de uma estudante da classe, a aluna que teria sido incitada a se automutilar tem 17 anos. Ela estava balançando os pés silenciosamente.
Incomodada, a professora pediu para que a aluna parasse de balançar os pés e a jovem contou que estava passando por um momento de ansiedade. A aluna questionou o que deveria fazer.
Em resposta, a mulher disse que todos têm problemas e que a a garota deveria deixar os seus em casa. Em tom de deboche, ainda recomendou que a estudante cortasse os pulsos e a retirou da sala de aula. Após o ocorrido, na direção da escola, a docente teria se desculpado e afirmado que estava brincando e que a aluna não havia se sentido mal por isso.
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“Minha colega sentiu e sentiu muito, assim como eu e algumas outras pessoas que estavam em sala de aula”, disse a aluna que presenciou o caso e prefere não ser identificada. “Ela poderia ter sido profissional o suficiente ou ao menos empática de tentar ajudar , mas ela preferiu simplesmente ser desumana”, completou a estudante.
Por meio de nota, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo lamenta o ocorrido em que a professora recomendou uma aula a se automutilar em Ilhabela. A secretaria informa que uma reunião foi feita com a mulher, que se desculpou e recebeu um termo de orientação para que o caso não se repita.
Confira na íntegra:
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lamenta o ocorrido. Assim que a administração da unidade escolar teve ciência, chamou a responsável da estudante para uma reunião. A professora se desculpou com a aluna e um termo de orientação foi entregue à docente visando prevenir a recorrência desse tipo de comportamento. Tanto a direção da escola quanto a Diretoria de Ensino de Caraguatatuba estão à disposição da responsável para prestar os esclarecimentos necessários. A escola inseriu o caso no Placon (Plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – Conviva-SP).
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