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    Você está em:Início » Saiba o que é o Drex, a nova moeda digital do Brasil
    Economia

    Saiba o que é o Drex, a nova moeda digital do Brasil

    8 de agosto de 2023Updated:8 de agosto de 2023Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
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    A nova moeda digital do Brasil agora tem nome: Drex. A novidade foi anunciada pelo Banco Central nesta segunda-feira (7).

    Se você está curioso para saber como funciona, a gente te explica. Mas fique tranquilo, pois ainda há um bom tempo até que a moeda comece a funcionar. A expectativa é de que o público tenha acesso ao Drex até o final de 2024.

    notas de reais espalhadas e com efeito de tv
    (Foto: Reprodução/Internet)

    O que é o Drex

    O Drex nada mais é do que a versão digital do Real brasileiro. Popularizado dentro do Banco Central como “primo do Pix”, seu nome vem da abreviação da expressão “digital real x”.

    Por ser a versão digital da moeda brasileira, cada R$ 1 Real equivale a 1 Drex.

    O nome 

    A nomenclatura para a moeda é cheia de significados e foi cuidadosamente escolhida para refletir as características essenciais dessa nova ferramenta financeira.

    Em Drex, cada letra possui um significado:

    • “D” representa o conceito de digitalização;
    • “R” mantém a conexão com a moeda nacional, o real;
    • “E” incorpora a ideia de eletrônico;
    • “X” simboliza modernidade e conexão, além de fazer um aceno ao Pix, o inovador sistema de transferência instantânea lançado em 2020.

    Como vai funcionar

    De acordo com o BC, a moeda digital poderá ser trocada por papel-moeda e vice-versa. O acesso a ela será feito por carteiras virtuais em bancos e outras instituições financeiras.

    É importante destacar que o Drex não terá remuneração automática – parecido com o que acontece com o dinheiro guardado em casa, por exemplo.

    O Banco Central espera que essa nova iniciativa contribua para a redução de custos nas operações bancárias e, ao mesmo tempo, promova a inclusão financeira dos consumidores nesse dinâmico cenário econômico.

    Não confunda, Drex não é criptomoeda

    Apesar de também ser digital, o Drex se diferencia das criptomoedas em vários aspectos.

    As criptomoedas são influenciadas pela lei da oferta e demanda, com seu valor flutuando diariamente de maneira semelhante a ações de empresas.

    O Drex, no entanto, é classificado na categoria Central Bank Digital Currency (CBDC, Moeda Digital de Banco Central, na sigla em inglês). Atrelado às moedas oficiais, o CBDC oscila conforme a taxa diária de câmbio, que é determinada pelos fundamentos e políticas econômicas de cada país.

    Veja: Embraer anuncia alta de 47% nas entregas de jatos no segundo trimestre deste ano

    A taxa de câmbio só representa diferença para operações entre países diferentes. Para transações nacionais, o Drex valerá o mesmo que o papel-moeda.

    Um outro aspecto importante que diferencia o Drex das criptomoedas é o método de produção. Enquanto moedas virtuais como Bitcoin e Ethereum são “mineradas” através de algoritmos complexos, consumindo grande quantidade de energia, o Drex será emitido diretamente pelo Banco Central, com uma paridade fixa em relação ao real.

    Testes com o Drex

    No mês de março, o Banco Central optou pela plataforma Hyperledger Besu para a condução de testes envolvendo uma diversidade de ativos de distintas naturezas. Esta plataforma se destaca por seu modelo de código aberto, o que reduz consideravelmente os custos de licenciamento e royalties tecnológicos.

    Já no mês de junho, o Banco Central selecionou 16 consórcios para participarem do projeto piloto, encarregados de criar sistemas que se integrarão à estrutura do Hyperledger Besu, além de desenvolverem produtos financeiros e soluções tecnológicas complementares.

    A lista completa das instituições escolhidas pelo Comitê Executivo de Gestão pode ser encontrada no site oficial do Banco Central.

    Agendados para terem início em setembro, os testes conduzidos pelos consórcios serão baseados em operações simuladas, voltadas a avaliar a segurança e a agilidade nas interações entre o real digital e os depósitos tokenizados provenientes das instituições financeiras. Esta fase de testes será implementada gradualmente, estendendo-se pelo menos até fevereiro do próximo ano, quando também estão previstas operações simuladas envolvendo títulos do Tesouro Nacional.

    O projeto piloto englobará a análise de uma série de ativos:

    • Contas de pagamento de instituições de pagamento;
    • Títulos públicos federais;
    • Depósitos das contas de liquidação;
    • Depósitos das contas de reservas bancárias;
    • Depósitos da conta única do Tesouro Nacional;
    • Depósitos bancários à vista.

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