Um novo concurso para contratação de professores será divulgado em São José dos Campos, é o que revelou em primeira mão ao podcast Talk+ o prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD).
De acordo com ele, a previsão é de que o edital seja publicado em cerca de 20 dias, no início do mês de julho. Em três anos, 1200 profissionais foram admitidos na rede municipal de ensino.

Além do certame, Anderson descreveu uma série ações que a Prefeitura tem feito em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e que levam o sistema de ensino público do município ser um dos melhores do estado de São Paulo, entre eles, a capacitação de profissionais e a modernização das escolas.
Formação de Professores
Para se adequarem ao padrão da rede pública, os professores contratados passam por uma formação na qual aprendem a manipular os materiais e equipamentos disponíveis nas escolas. O processo de qualificação dura até 90 dias.
“Muitos professores se formam, mas não tiveram a oportunidade de pisar numa sala de aula, então ele fica nesse processo dentro do CEFE (Centro de Formação do Educador) lá no Parque da Cidade. No fim ele recebe um certificado por essa formação e vai para a sala de aula”, conta.
Todos os professores que ingressam na carreira pública de educação, passam pelo curso. O prefeito comentou sobre a contratação de cerca de 500 professores por prazo determinado, que vão cobrir os professores concursados há mais tempo, para que esses também possam ter a oportunidade de realizarem a formação.
Novas escolas
Quem está em São José dos Campos pode obervar em todas as regiões da cidade que há canteiros de obras em diversas unidades de ensino. Cerca de R$ 280 milhões estão sendo investidos em construção, reforma e modernização das escolas.
São 25 escolas que recebem algum tipo benefício, dessas 19 são de Ensino Fundamental e 6 de Ensino Infantil. Outrras 15 recebem pintura.
No Bosque dos Ipês está em construção uma das maiores escolas públicas da zona sul. Com cerca de 9.000m², a unidade foi projetada para oferecer o atendimento de período integral aos estudantes. O investimento é de R$18 milhões.
As EMEFI’s Mercedes Carnevalli Klein (zona sul) e Ana Berling Macedo, terão um custeio de R$28 milhões no total com a ampliação dos espaços.
Conforme Anderson Farias, até o final de 2024, as 50 escolas do Fundamental I e II, do 1º ao 9º ano, terão toda a estrutura para serem unidades com ensino 5.0. Atualmente, 12 escolas já possuem a certificação e na próxima semana, mais duas escolas serão contempladas.
Escolas municipalizadas
Quanto as 17 escolas municipalizadas (escolas estaduais que passaram a ser administradas pela Prefeitura), o prefeito disse que “precisam de um outro planejamento para que a gente possa fazer grandes obras, obras mais ‘estruturantes'”.
Entretanto, elas já estão sendo adaptadas para receberem todos os programas oferececidos pela Secretaria de Educação.
Leia mais: Veja a lista de escolas que serão municipalizadas em SJC
Escola 5.0
Partindo do conceito de que a educação não cabe só num espaço físico, Anderson diz que “educação é prioridade” e mais do que em obras, é necessário investir no conhecimento pedagógico dos professores, coordenadores e quipes multidisciplinares dentro das escolas.
Para atingir um ensino de qualidade, a cidade investe em Google Education, salas Maker, salas de robótica, aulas de inglês e libras. Tudo isso é o que torna uma escola comum em uma escola 5.0. “São atividades que acrescentam no desenvolvimento das nossas crianças para o conhecimento”, comenta o prefeito.
Inclusão
Além de fornecer os equipamentos tecnológicos que contribuem com o ensino diferenciado, São José também usa a tecnologia como uma aliada na educação de crianças com deficiência.
Aos alunos que possuem deficiência visual, são oferecidos óculos inteligentes, que auxiliam as crianças na leitura de livros e no reconhecimento facial de até cem faces. O custo de cada unidade é em torno de R$ 23 mil e 72 estudantes utilizam o objeto. Também é disponibilizada uma bengala (que possui conexão com o celular dos pais) para aqueles que possuem deficiência audiovisual.
Dessa forma, se o aluno está em aula, ele pode participar das atividades assim como as demais crianças.
No caso de TEA (Transtorno do Espectro Autista), um profissional pode acompanhar até três crianças por vez (a depender do grau do espectro delas) na sala de aula. Tudo isso a fim de promover uma educação inclusiva, formada com respeito entre todas as pessoas que compõem o ambiente escolar.
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