A tendência dos clubes virarem SAF (Sociedade Anônima de Futebol) está em alta desde a criação da Lei 14.193/2021, que permite equipes de futebol se tornarem empresas. Uma das equipes brasileiras que se tornaram SAF foi o São José Esporte Clube.
Este processo aconteceu com a Águia do Vale em outubro de 2022, quando os empresários Oscar e Bruno Constantino foram apresentados ao comando da SAF do São José.
Desde então, a Àguia conseguiu conquistar o acesso à Série A2 do Campeonato Paulista após nove anos de ausência nesta divisão.
O atual técnico da equipe, Ricardo Costa, conversou com a equipe do Portal SP RIO+ nesta semana sobre os projetos da SAF, conquistas da temporada e próximos passos do clube. A entrevista completa está disponível no YouTube, no Spotify e ao final desta matéria.

São José SAF
“Eu acho que SAF é uma solução para os clubes, não só para o São José. Eu tenho essa experiência, a SAF veio para melhorar o clube, a estrutura, a organização está melhor. Antes não se tinha uma assessoria de imprensa”, explicou.
Ricardo também falou sobre a necessidade de ter uma boa estrutura para ser um time competitivo.
“Não adianta a gente pensar em subir para a Série A1 se não tiver estrutura, no outro ano vai cair. Ano passado caíram Ponte Preta e Novorizontino que tem estrutura. Não tem como pensar em A1 e não ter campo para treinar, a gente depende da Prefeitura”.
Para o técnico, a Sociedade vai ajudar a solucionar falhas atuais do clube.
“Não podemos usar o estádio para treinar porque é o único campo que temos, na teoria. A SAF veio para solucionar os problemas do São José”.
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Projeto do clube
Ele ainda diz que a equipe vai conseguir se desenvolver no processo, e então passará a pensar em objetivos maiores.
“O São José vai crescer, vai ter estrutura, e aí vai poder pensar em coisas maiores, como Série C, B e A de Brasileiro”.
Dentro das SAFs, um dos movimentos mais aguardados pelos torcedores dos clubes é na janela de transferências. Junto com o aporte financeiro, os torcedores esperam que a nova gestão consiga contratar jogadores importantes para auxiliar no desenvolvimento do time.
No São José, ainda há um limite por conta das competições disputadas pelos Joseenses.
“Hoje jogador de Série A2 do Paulista está jogando Série C do Brasileiro, então eles devem ser monitorados. Quem joga Copa Paulista tem orçamento menor do que os times da A2. Por isso o clube pensa em trazer jogadores mais jovens, para que possamos fazer negócio no futuro, porque o clube também precisa de receita e a maior receita que um clube pode ter é a venda de ativos”.
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Divisões de base
Outro ponto primordial no futebol é o trabalho das divisões de base para produzir atletas capacitados e qualificados para o profissional. O São José trabalha em parceria com o Atleta Cidadão, projeto municipal, com jogadores mais jovens e na possível captação de alguns para a equipe principal.
“Na parceira com a Prefeitura a gente vai colhendo alguns frutos. Trabalhamos com jogadores do sub-20 que são da lista B. Mas o clube tem que priorizar a base, como acontece no Capivariano, que tem uma captação ao redor do país e trazem jogadores sub-20 para o clube. Com isso, o Capivariano consegue disputar campeonatos sub-20 e trazer alguns para o profissional, como o caso do Carlinhos, que disputou a final contra a gente. Ele era da base, veio para o profissional e foi um dos destaques do time”, disse o técnico.
No fim da conversa Ricardo citou a importância do clube investir no futebol de base e como o processo de escolha de jogadores pode ser realizado.
“A Prefeitura faz um grande trabalho, mas o clube também deve ter participação de poder trabalhar junto, escolher jogadores espalhados pelo país. Talvez quando tiver o CT isso vai ser mais fácil de acontecer, mas ainda é o ínicio, o projeto está engatinhando”, completou.
Confira a entrevista completa abaixo:
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