Após mais de cem dias de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a frente do Governo do Estado de São Paulo, o reajuste salarial dos policiais civis ainda não se concretizou. Em nota enviada à imprensa nesta terça-feira (18), o Sindicato dos Delegados do estado (Sindpesp) destacou que firmou a medida ainda durante a campanha, em 2022.
Na ocasião, o então candidato se mostrou empático aos problemas apontados pelo sindicato, como o déficit de recursos humanos, baixos salários e a falta de estrutura para o trabalho. Por sua vez, Tarcísio teria citado, inclusive, a necessidade de uma nova lei orgânica, da realização de concursos e incremento na remuneração “para reter talentos”.
De acordo com dados emitidos pela entidade em março de 2023, há 16.407 cargos vagos na Polícia Civil. O número representa um “buraco” de 38,5% no efetivo.

Para a presidente da entidade, teme-se que se confirmem informações quanto à aplicação de um aumento maior para a Polícia Militar (PM) em detrimento da Polícia Civil. Em grupos de aplicativos de mensagens, têm circulado informações e um documento indicando que o estado estaria estudando esta proposta de aumento diferenciado.
Para o sindicato, o ideal é que o reajuste seja “equânime e justo” entre as forças de segurança.
“O Sindpesp, de antemão, refuta totalmente essa possibilidade e quer acreditar que o que está circulando nesse momento seja um equívoco. Uma diferenciação na recomposição salarial, no nosso entendimento, seria algo desastroso. Há anos esperamos por mudança. Foram décadas de governos que não olharam para as Polícias como deveriam. Com o novo governo, esperamos por mudanças efetivas, por respostas. Por uma questão de justiça, a valorização salarial deve ser equânime”, pontua a delegada Jacqueline Valadares, presidente da entidade.
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