O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), anunciou na manhã desta quarta-feira (12), no CEFE (Centro de Formação do Educador) as medidas que a Prefeitura adotará em meio aos recentes rumores de ameaças de atendados em escolas do município.
Dentre as ações, está o reforço na capacitação de vigilantes de uma empresa terceirizada.
Na transmissão do evento na internet, internautas solicitavam o uso da Guarda Civil Municipal (GCM) armada na frente das escolas, o que não foi anunciado.

Pelas redes sociais, munícipes também solicitavam detectores de metais nas entradas das unidades e a suspensão temporária das aulas, o que também não faz parte dos planos da administração.
As outras providências anunciadas incluem o encaminhamento de alunos para atendimento psicológico e a continuidade do botão do pânico nas instituições de ensino.
Durante o evento, o prefeito garantiu que todos os protocolos de segurança foram reforçados com os profissionais da rede municipal.

Nas redes sociais, Anderson compartilhou fotos de um ofício assinado pelos vereadores da base aliada. O documento solicita ao prefeito que sejam realizadas ações integradas com as escolas e o Centro de Segurança e Inteligência (CSI), por meio do emprego de tecnologia e ações estratégicas entre as forças de segurança.
A medida prevê ainda a punição de pessoas que dissipam mensagens que causam pânico e disseminam notícias falsas, além da presença da GCM armada.
O documento foi assinado por Fabião Zagueiro (Solidariedade), Júnior da Farmácia (União Brasil), Juvenil Silvério (PSD), Lino Bispo (PL), Marcelo Garcia (PTB), Milton Vieira Filho (Republicanos), Rafael Pascucci (PTB), Renato Santiago (PSDB), Robertinho da Padaria (Cidadania), Roberto Chagas (PL), Roberto do Eleven (PSDB) e Zé Luis (PSD).
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Anteriormente, vereadores da oposição já haviam enviado ao prefeito um ofício solicitando segurança armada nas unidades escolares.
Encaminhada pelo vereador Thomaz Henrique (Novo), o documento anterior teve a assinatura de Dr. José Claudio (PSDB), Dulce Rita (PSDB), Amélia Naomi (PT), Fabião Zagueiro (Solidariedade), Fernando Petiti (MDB), Juliana Fraga (PT), Lino Bispo (PL), Renato Santiago (PSDB), Roberto Chagas (PL) Rogério da Acasem (MDB) e Walter Hayashi (PSC).
Segurança armada nas escolas não deve ser adotada em São José, afirma secretário
Em um vídeo na internet divulgado ontem (11), o vereador Thomaz Henrique questionou o secretário de Proteção ao Cidadão, Bruno Henrique dos Santos, sobre o assunto.
Na gravação, ele perguntou se há alguma previsão para que município tenha efetivo da guarda policial presente integralmente em todas as unidades escolares. O vereador é defensor da medida.
Como resposta, Bruno Henrique afirmou que não, mas justificou dizendo que o ensino público da cidade conta com uma parceria com empresas privadas de segurança.
“Essa não é uma estratégia de segurança adotada pelo município e em muitos outros. Aqui em São José, todas as escolas municipais tem uma empresa privada de segurança. Poucas cidades têm o que a gente tem. Tem um funcionário da empresa privada que presta o serviço para a Secretaria de Educação 24 horas no Centro de Segurança e Inteligência, monitorando as escolas. Então nós temos uma comunicação em tempo real com esses vigilantes”, disse o secretário Bruno Henrique dos Santos.
Apesar de não haver planos para o patrulhamento integral com segurança armada, o secretário afirmou que os horários de entrada e saída são priorizados pela Guarda Civil Municipal (GCM).
“Nós temos também as equipes da Guarda Municipal fazendo o patrulhamento priorizando as entradas e saídas das escolas que entendemos que têm uma maior sensibilidade com relação ao acompanhamento do que está sendo feito pela Educação”, disse.
Ainda durante a conversa, o secretário de Segurança ao Cidadão explicou que o objetivo da administração municipal é realizar um patrulhamento preventivo nas escolas.
Atentados em 2023
A discussão sobre os atentados em escolas voltou à tona no Brasil em março deste ano, depois que um adolescente de 13 anos esfaqueou 4 professores e 2 alunos em uma escola na zona sul de São Paulo. A professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Outro caso aconteceu no dia 5 de abril, na cidade de Blumenau (SC). Na ocasião, um homem de 25 anos invadiu uma creche e provocou a morte de ao menos 4 crianças.
Em São José dos Campos, boatos de ataques em escolas assustaram pais e alunos nas últimas semanas. Segundo informações, planos de um massacre circulam por meio de bilhetes e mensagens em porta de banheiros.
Os rumores aconteceram em duas escolas do bairro Monte Castelo: a estadual Professor Estevam Ferri e a escola Marechal Rondon.
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