A precariedade dos serviços de água e esgotamento sanitário impacta diretamente na vida de milhares de brasileiros, principalmente na saúde dessas pessoas. De acordo com a pesquisa feita pelo DATASUS 21, presente no Painel de Saneamento Brasil, aproximadamente35 milhões de habitantes não têm acesso à água potável e quase 100 milhões sofrem com a ausência de coleta de esgoto.

Os dados mostram que houve quase 130 mil hospitalizações em decorrência de doenças de veiculação hídrica. A incidência foi de 6,04 casos por 10 mil habitantes, o que gerou gastos ao país de cerca de R$ 55 milhões.
A região nordeste foi a mais afetada, com mais de 59 mil internações em 2021.
Estima-se que o valor presente da economia total com a melhoria das condições de saúde da população brasileira seja de R$ 25,1 bilhões, o que resultaria num ganho anual de R$ 1,25 bilhão.
Além das implicações imediatas sobre a saúde e a qualidade de vida da população, a falta de água potável e de coleta e tratamento de esgoto têm impacto direto sobre o mercado de trabalho e sobre as atividades econômicas que dependem de boas condições ambientais para o seu pleno exercício. Sendo assim, a precariedade do saneamento impacta diretamente as atividades cotidianas do cidadão, como por exemplo, a produtividade do trabalho e o desempenho dos estudantes, o que, a longo prazo, terá efeitos expressivos sobre a renda das famílias.