O presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT) instituiu, na última sexta-feira (31), o Prêmio Luiz Gama de Direitos Humanos. O prêmio revogou a “Ordem de Mérito Princesa Isabel”, criada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em dezembro do ano passado.
Luíz Gonzaga Pinto da Gama foi um advogado, abolicionista, orador, jornalista e escritor brasileiro e o Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil há mais de 140 anos atrás. Luiz é considerado um dos maiores abolicionistas da história do Brasil, tendo dedicado a vida não só a luta pela libertação de negros e negras, como pelo fim absoluto da escravidão.

Era filho de um fidalgo de origem portuguesa e de uma africana livre. Foi vendido como escravo pelo próprio pai, mas fugiu do cativeiro e comprovou seu direito à liberdade. Seu pai era um homem rico que pertencia a uma das famílias mais importantes de Salvador. Entretanto, não existem registros que nos permitam dizer quem foi o seu pai. A respeito da mãe, Luiz Gama afirmou que ela se chamava Luísa Sahin e era um africana livre originária da Costa da Mina.
Luiz Gama começou a ser alfabetizado após os 17 anos, dando início a sua carreira profissional. Ele foi um homem de muitas habilidades, destacando-se a sua carreira de jornalista. Entretanto, ele também foi um rábula, isto é, um advogado que não tinha formação acadêmica, e foi também um grande escritor.
Gama defendeu, de graça, inúmeros escravizados brasileiros, conseguindo a libertação de mais de 500 por via judicial. Além de abolicionista, Luiz Gama foi um defensor da república e engajou-se tanto no movimento abolicionista quanto no movimento republicano. Enquanto jornalista, Luiz Gama usava o espaço que possuía para criticar a escravidão e defender a abolição do trabalho escravo. Ele trabalhou em variados jornais, como Correio Paulista e Radical Paulistano.
Luiz Gama morreu em agosto de 1882, antes de ver a escravidão ser abolida oficialmente no país, em 1888.
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