Um levantamento da Fundação Seade, centro de referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas, mostrou uma redução na mortalidade por Aids, no estado de São Paulo, desde 1995.
A queda foi de 78%, em comparação com 2021.
Para especialistas, essa queda está relacionada ao acesso à testagem e medicamentos, contra a Aids.

Na década de 1990 foram 7.739 mortes, sendo a maioria homens: 5.850.
Além disso, no início dos anos 90, quase todos os casos eram pessoas com menos de 44 anos.
Com o passar do tempo, a realidade foi mudando. Em 2021, pessoas com mais de 45 anos correspondiam a 60% das mortes.
Neste mesmo período, foram 1.719 mortes, sendo 1.237 entre a população masculina.
De acordo com o infectologista Ricardo Vasconcelos, professor e pesquisador do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, desde 2013 os índices da doença vêm caindo no estado.
Segundo o profissional, o uso de medicametnos e acesso à testagem, medidas tomadas pelo Ministério da Sáude, auxiliam na elaboração de um melhor diagnóstico e cobertura do tratamento.
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Outra questão importante é com relação à transmissão.
Desde 2005, a população que realiza tratamento como prevenção já não transmite a doença para pessoas próximas.
Hoje, os remédios possibilitam uma longevidade maior e com mais qualidade de vida aos portadores do vírus HIV.
Diversos estudos já indicam que o indivíduo contaminado pode ter uma vida saudável. No entanto, ainda não há uma cura para a Aids.
No país, o SUS dispõe de testes para HIV. São dois tipos: exames laboratoriais e testes rápidos.
O Ministério da Saúde informa ainda que todos aqueles que são diagnosticados com a doença, recebem tratamento grauito pelo SUS.
Mais informações estão disponíveis aqui.
*Matéria realizada com informações do Jornal da USP
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