Na data em que é comemorado o Dia Mundial da Poesia – 21 de março -, a bailarina profissional, Letícia Karin, celebra com a seguinte frase: “A poesia hoje significa conseguir entender o próximo, a mim e o todo”.
A jovem, de 21 anos, teve seu primeiro contato com a literatura na infância, aos 6 anos de idade.
Desde então, escrever tornou-se um hábito e os registros iam além de simples versos. Sonhos, sentimentos a até mesmo frustações faziam parte de suas anotações.

O que começou como uma simples tarefa escolar, tornou-se um hobby e sinônimo de libertação: escrever poemas.
A jovem tinha uma agenda onde registrava sobre seu dia a dia, inclusive a paixão pelo balé.
Aos 11 anos, escreveu sobre o sonho de ser bailarina da Cia Jovem de Dança de SJC e com 15 anos entrou para o Núcleo Juvenil.
Hoje, ela é contratada como Bailarina Profissional, após passar em 1º lugar na audição.
Dança, poesia e fotografia
(Para ler os poemas, clique em cima da foto)
Por mais que a dança seja seu grande amor, a profissão trouxe algumas marcas e traumas para Letícia. Segundo ela, o ambiente também é tóxico.
Na tentativa de buscar um refúgio e conforto, a poesia surgiu como um elemento chave.
Para ela, os poemas a ajudaram no processo de autoconhecimento.
“Eu nunca consegui dizer exatamente o que eu estava sentindo e sempre omitia os meus sentimentos. Hoje, por meio dos poemas e dos textos, eu consigo me curar de feridas que eu mesma criei por essa insegurança e achar por meio disso muitos ensinamentos.”
Aos poucos, a bailarina foi se encontrando na literatura e hoje realiza cursos para aprimorar a escrita.
Além da poesia e a dança, a jovem também trabalha com fotografia. Mais uma vez, os registros surgem como uma forma de expor os sentimentos.
Ela realiza trabalhos fotográficos tanto por prazer como uma forma de obter renda extra. Suas produções podem ser acompanhadas em sua página no Instagram @blckxcvi.art.
Em abril, Letícia irá expor seus trabalhos no Festival Balaio Brasilis, evento produzido pelo Noiz Coletivo, que reunirá artistas regionais da música, artes visuais, artesanato, poesia e muito mais.
“A fotografia se interliga com a poesia por desde pequena gostar de registrar momentos, quando eu entendi que escrever também é registrar sentimentos, eu sabia que podia ligar os dois. Até o pássaro parado no fio de energia, é porque eu sei que eu senti algum significado daquele momento para a minha vida”, encerra.
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