Março Lilás é o mês de conscientização e combate ao câncer do colo do útero. A doença é a terceira causa de mortes prematuras em mulheres, no Brasil.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 51 mil mulheres deverão contrair este tipo de câncer, até 2026.

Um dos principais desafios para a erradicação do câncer do colo do útero é a desigualdaude social.
Por mais que a doença seja passível de identificação e tratamento, a taxa de rastreamento em pessoas de baixa escolaridade, pardas e negras é menor.
Os dados fazem parte da última Pesquisa Nacional de Sáude, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a chefe substituta da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede (Didepre) do Inca, Flávia de Miranda Corrêa, é fundamental que todas as mulheres tenham acesso aos serviços de saúde.
“O câncer tem um impacto social e familiar muito grande. O plano de ação estratégica de 2021 a 2030 pretende reduzir a mortalidade na faixa etária de 30 a 69 anos. As mulheres com mais riscos são as que não fazem os exames preventivos ou não têm acesso”, esclarece.
Em 2017, o câncer do colo do útero foi que mais atingiu as mulheres entre 25 e 39 anos, responsável pela perda precoce.
Câncer do colo do útero
A doença também é chamada de câncer cervical, causada por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV).
Quando há evolução do caso, pode ocasionar o câncer.
As alterações podem ser descobertas no exame preventivo, conhecido popularmente como Papanicolau, e são curáveis em quase todos os casos.
A principal prevenção é a vacinação contra o HPV.
O SUS oferece a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.
Além disso, o uso de preservativo é primordial, já que o HPV é uma doença sexualmente transmissível.
Sintomas e tratamento
Quando a doença está no estágio inicial, os primeiros sintomas são: manchas de sangue irregulares ou sangramento leve entre períodos em mulheres em idade reprodutiva, mancha ou sangramento pós-menopausa, sangramento após a relação sexual e a umento do corrimento vaginal, às vezes com mau cheiro.
Já o tratamento depende do avanço do câncer do colo do útero, mas podem incluir radioterapia, quimioterapia e cirurgia.