O Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), aprovou na última semana o pedido de construção e exploração de uma linha de trem de alta velocidade ligando as duas cidades mais populosas do Brasil: São Paulo e Rio de Janeiro.
O custo do projeto é estimado em R$ 50 bilhões e a TAV Brasil, empresa responsável pela construção da ferrovia, ainda precisa buscar um investidor para tirar o plano do papel.
A companhia hoje tem um capital social de apenas R$ 100 mil e a ideia é usar 20% do seu capital próprio e 80% via financiamento.

Fikri Rasyid/Unsplash)
Apesar de autorizada, a construção da ferrovia ligando São Paulo ao Rio está prevista para ser concluída apenas em dezembro de 2031, com as operações do trem-bala começando em junho de 2032.
A expectativa é de que o trem faça duas paradas ao longo do trajeto de 380 km, uma em São José dos Campos (SP) e a outra na cidade de Volta Redonda (RJ), e de que a viagem completa dure cerca de 1h30.
Ao todo, de acordo com o projeto, 29 cidades serão beneficiadas com o transporte em um primeiro momento:
– São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Mogi das Cruzes (SP), Arujá (SP), Santa Isabel (SP), Guararema (SP), Jacareí (SP), São José dos Campos (SP), Caçapava (SP), Taubaté (SP), Pindamonhangaba (SP), Roseira (SP), Aparecida (SP), Guaratinguetá (SP), Lorena (SP), Canas (SP), Cachoeira Paulista (SP), Cruzeiro (SP), Lavrinhas (SP), Queluz (SP), Resende (RJ), Itatiaia (RJ), Barra Mansa (RJ), Volta Redonda (RJ), Pinheiral (RJ), Piraí (RJ), Itaguaí (RJ), Seropédica (RJ) e Rio de Janeiro (RJ).
Os diretores da ANTT entenderam que a TAV Brasil preencheu todos os requisitos para obter a autorização para construção da ferrovia.
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Criada em 2021 com o propósito de atuar com trens de alta velocidade, a empresa poderá explorar a estrada de ferro por 99 anos, podendo ainda ter esse prazo prorrogado.
O planejamento da empresa prevê que, a princípio, as estações principais funcionem na zona oeste do Rio e na zona norte de São Paulo, longe dos centros das duas capitais.
Segundo a proposta, isso reduziria os custos do projeto.
“A requerente pondera ainda que a implantação do TAV [trem de alta velocidade] está fora das áreas mais adensadas, o que reduz o custo de investimento. E que posteriormente, poderá haver a criação de novas estações a partir de acordo entre as prefeituras do municípios que serão conectados pelo TAV”, relatou a ANTT.
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