Neste domingo (26), uma tragédia no Mar Mediterrâneo deixou pelo menos 45 pessoas mortas, depois de um naufrágio acontecer na costa da Itália, próximo à cidade de Cutro, na região da Calábria.
De acordo com a Ansa, agência italiana de notícias, cerca de 180 e 250 estavam a bordo.

As vítimas vinham do Afeganistão, Irã e Paquistão. O transporte teria naufragado depois de bater contra pedras, devido a um mau tempo na região, segundo relata a agência de notícias Adnkronos.
A maior parte das pessoas do naufrágio são crianças e mulheres. Os corpos foram localizados na praia de Cutro e também boiando na água.
Já a busca por sobreviventes continua, mas foi prejudicada justamente por conta das questões climáticas. Apesar da catástrofe, pelo menos 80 pessoas sobreviveram, informou a Guarda Costeira.
A primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, lamentou o ocorrido e disse que sente muito e acrescentou que não é hora de especular sobre as mortes.
“Profunda dor por tantas vidas humanas abreviadas por traficantes de pessoas”, comentou.
Enquanto isso, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) fez uma crítica pela falta de socorro às pessoas no mar.
“No Mediterrâneo, continua-se morrer de maneira incessante em um desolador vácuo na capacidade de socorro. A poucas dezenas de quilômetros das costas italianas, quando a meta está perante os olhos, naufragou o futuro de dezenas de pessoas que buscavam uma vida mais segura na Europa. É humanamente inaceitável e incompreensível porque estamos aqui assistindo tragédias evitáveis. É um soco no estômago”, disse um dos representantes da MSF, Sergio Di Dato.
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