Com uma narrativa densa e lírica, o livro “Doze Dias” será lançado no Brasil pelo escritor Tiago Feijó, de Guaratinguetá. A obra é ganhadora do Prêmio Manuel Teixeira Gomes de Literatura 2021 e finalista do Prêmio Leya (Portugal) do mesmo ano.
A obra está no período de lançamento. Nas últimas semanas, o autor tem feito eventos em diversas cidades, como a capital paulista. As vendas já estão disponíveis no site da Editora Penalux.
Por meio de uma escrita poética, valendo-se de imagens e símbolos, o escritor narra em “Doze Dias” o reencontro entre Raul e Antônio, pai e filho que têm uma relação distante e estremecida, a qual precisa se reconfigurar justamente quando a saúde do pai se encontra debilitada.
Portanto, os doze dias do título simbolizam o período em que ocorre essa catarse.

Sobre o livro “Doze Dias”
Em “Doze Dias”, Tiago Feijó constrói uma história que gera reflexões sobre redenção, perdão e a capacidade de aceitar os defeitos dos outros.
“Também trata sobre a nossa finitude e limitação. Em dezembro de 2015, passei doze dias com meu pai num hospital até o seu falecimento. Essa experiência certamente foi a gênese da história, mas não é um livro autoficcional, visto que me utilizei apenas da ideia temática, o resto é ficção”, afirma.
O autor conta que a escrita nasceu durante o processo da doença paterna, que durou cerca de dois anos.
“Enquanto ainda estava com meu pai no hospital, comecei a tomar nota de certas coisas que via e ouvia, principalmente sobre terapias e jargões médicos”, lembra.
Narrado em terceira pessoa, o romance é guiado por capítulos que descrevem cada um dos doze dias vividos no hospital, em estrutura não linear.
Durante a leitura, o autor afirma que é possível perceber um cuidadoso trabalho com a linguagem.
“Penso me inclinar sobre o experimentalismo, principalmente no que diz respeito à estrutura desse livro”
Sobre Tiago Feijó

“Doze Dias” é o terceiro livro do escritor Tiago Feijó, que tem uma carreira premiada
Em 2014 conquistou o prêmio Ideal Clube de Literatura, com o livro de contos “Insolitudes”, com o qual também venceu o Prêmio Bunkyo de Literatura 2016, como “melhor do ano”.
Com seu segundo livro, “Diário da casa arruinada”, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2018.
Em 2021, venceu, pela segunda vez, o Prêmio Cidade de Manaus 2021, na categoria contos, com título a ser publicado em 2023.
Entre as principais influências literárias de Tiago Feijó, estão Manuel Bandeira, Raduan Nassar, Adélia Prado, Jorge Luís Borges, António Lobo Antunes, Ruth Guimarães, João Guimarães Rosa, Marcelo Labes e Cristina Judar.
No caso de “Doze Dias”, o autor destaca que o romance tem influência dos livros brasileiros “O filho eterno”, de Cristóvão Tezza, e “Lavoura arcaica”, de Raduan Nassar, além de “Enquanto agonizo”, do norte-americano William Faulkner, e “Jogo da amarelinha”, do argentino Julio Cortázar.