
Como fica o mercado financeiro em 2023 e quais as opções mais conservadoras para o investidor? É esta a pergunta que os especialistas da área tem buscado responder em meio ao que eles tem chamado de um “mercado financeiro de incertezas”.
As dúvidas surgem devido à sinalização do Banco Central em manter a Selic (taxa básica de juros) a 13,75% ao ano na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), prevista para os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro.
Outras situações também alertam os investidores, como os reflexos dos ativos da Americanas, o cenário dos 100 primeiros dias do novo Governo Federal e o aumento dos juros nos Estados Unidos e países da Europa.
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O que dizem os especialistas?

A palavra da vez é diversificação. Esse é o caminho ideal e mais cauteloso para proteger o patrimônio conquistando ao longo do tempo e evitar qualquer tipo de consequência como prejuízos e perdas, com mudanças feitas no ‘calor da emoção’ e no sobe e desce dos ativos.
A orientação foi enviada ao Portal SP RIO+ pelo assessor de investimentos Breno Andrade, sócio da Monte Bravo de São José dos Campos.
Segundo ele, ter uma carteira equilibrada, exposta a diferentes mercados e geografias, é essencial para o investidor conservador, principalmente em tempos de volatilidade, novos rumos da política e economia, além de um cenário internacional desafiador.
“Após a eleição fui abordado por alguns clientes, que apresentaram preocupação com o patrimônio investido. Muitos queriam saber se deveriam mandar o ‘dinheiro’ para fora do Brasil, sem saber muito o que fazer. É por isso que diversificar a carteira é sempre a melhor opção, seja em imóveis físicos, no mercado financeiro ou em participações empresariais. Diversificar os ativos é bastante saudável para o investidor”, afirmou.
Mercado financeiro é de incertezas
Breno explicou que existem muitos ‘burburinhos’ nesse primeiro mês de governo.
Por isso, cabe aos assessores de investimentos se atentarem às questões de taxa de juros, Bolsa de Valores, investimentos fora do país e de que forma ‘colocar’ camadas de proteção no patrimônio.
“O mercado financeiro trabalha muito com expectativas futuras e quando a gente tem uma interferência política que possa causar impacto nos investimentos, ele (o mercado) se estressa e frustra as expectativas. E essa expectativa, do futuro, é ‘trazido’ para o presente e isso faz o mercado oscilar com altas e baixas”, disse.
Como proceder?
O assessor de investimentos explicou que agora é preciso calma por parte dos investidores, que devem evitar fazer grandes ‘apostas’, já que o país ainda não tem um direcionamento muito claro do que tende a ‘ser’ o novo governo.
“Após os primeiros noventa dias de governo, a sinalização da ‘política econômica’ será mais clara. Vale à pena a gente esperar um pouco agora, ter paciência e discernimento para fazer boas aplicações.”.
Sobre Breno Andrade, da Monte Bravo SJC
Breno Andrade é graduado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Itajubá e possui passagens pela Ecole nationale d’Ingénieurs de Saint-EtienneEcole (França).
É especialista em assessoria de investimentos pela Proseek (Escola do Mercado Financeiro).
Tem passagens por diversas empresas do ramo, como a Lide, Desenvolve Vale, WFlow Invest, além de já ter atuado como engenheiro em grandes multinacionais.
Atualmente, é sócio e assessor de investimentos na Monte Bravo, cem São José dos Campos. Com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro, a empresa disponibiliza soluções financeiras e patrimoniais.