Pela 14ª vez seguida, o Brasil lidera o ranking de países com mais mortes de pessoas trans e travestis no mundo. Segundo o documento, os países que estão abaixo são México e Estados Unidos, respectivamente.
Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). De acordo com o Dossiê Assassinatos e Violência contra Travestis e Transexuais Brasileiras, 131 pessoas foram assassinadas em 2022.

Entre as vítimas, 130 eram mulheres trans e travestis, e um homem trans. A mais jovem tinha 15 anos, sendo que quase 90% dos assassinados tinham entre 15 e 40 anos.
Além disso, 20 pessoas cometeram suicídio por conta de discriminação e preconceito.
Morte das pessoas trans/travestis: números
De acordo com o dossiê, foram apontados 32 suspeitos. As informações indicam que a maioria não tem o hábito de ter relação direta, afetiva ou social com a vítma.
Os dados apontam ainda que 61% dos casos aconteceream no primeiro semestre de 2022. O estado com mais registros foi Pernambuco, com 13, em seguida São Paulo, 11, Ceará, 11, Minas Gerais, 9, Rio de Janeiro, 8, e Amazonas, 8.
Já o perfil das mulheres trans e travestis corresponde ao mesmo dos anos anteriores: negras e em situação de vulnerabilidade social; 76% eram negras e 24% brancas. A prostituição foi a fonte de renda mais constante.
O documento mostra ainda que as mulheres trans e travestis têm até 38 vezes mais chances de serem vítimas, em comparação com homens trans e pessoas não binárias.
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