Na década de 1950, o Brasil conheceu o gênero musical que seria o principal difusor artístico na história da música brasileira. Dia 25 de janeiro é comemorado o Dia Nacional da Bossa Nova, o gênero que apresentou ao mundo Tom Jobim, João Gilberto e Vinicius de Moraes.
A data foi escolhida por ser o aniversário do maestro Jobim, nascido em 1927. O Dia Nacional da Bossa Nova foi sancionado pela lei nº 11.926, de 17 de abril de 2009, durante o que seria o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Bossa Nova possui influências do samba brasileiro e do jazz estadunidense. Criada por João Gilberto, a bossa se baseia na simplicidade, com letras sobre temas cotidianos e um tom de voz suave como um sussurro.
O marco inicial foi a música “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Inicialmente, a canção foi gravada pela cantora Elizeth Cardoso e, posteriormente, ficou imortalizada na voz de João Gilberto.
Dentre os sucessos, se destaca “Garota de Ipanema”, de Jobim e Moraes. A canção ganhou mais de 500 versões, em diferentes idiomas, sendo interpretada por artistas como Frank Sinatra, Madonna e Tim Maia.
De Tom Jobim, há também “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Águas de Março” e “Pela Luz dos Olhos Teus”, imortalizado sua participação na cena da Bossa Nova.
“Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, também é um dos sucessos do gênero, sendo a segunda canção mais regravada de todos os tempos, de acordo com dados do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição).
Das 20 músicas da bossa nova mais regravadas, 15 são da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes, sendo dez de Tom e cinco de Vinicius.
O Dia Nacional da Bossa Nova celebra “Manhã de Carnaval”, “As Rosas Não Falam”, “O Barquinho”, “Romaria”, “Mas que Nada” e muitos outros hits juntamente com Jorge Ben Jor, Renato Teixeira, Roberto Menescal, Luiz Bonfá, Miúcha e outros que até hoje são referência na música brasileira e mundial.
O fim da bossa nova?
A Bossa Nova nunca acabou, mas foi “substituída” pelo MPB como gênero popular, em 1966. Com o Golpe MIlitar de 1964, a música brasileira teve que se reinventar, saindo das composições leves e arranjos simples para trazer temas sociais e performances artísticas em suas letras e melodias.
Apesar disso, a bossa continuou viva, com o lançamento de “Águas de Março”, do mestre Tom Jobim, quase uma década depois do “fim” do gênero.