Você sabe qual a origem do Dia de São Sebastião, comemorado pela Igreja Católica neste dia 20 de janeiro? A data está ligada ao dia de sua morte, no ano de 288, no século III. Após o Império Romano sentenciar sua morte, o hoje padroeiro dos arqueiros foi executado com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte.
A devoção a ao santo começou desde seu martírio. Atualmente, ele é um dos santos mais populares, queridos e venerados pelos católicos, sendo considerado o protetor ativo dos cristãos.

Conhecido como o protetor da humanidade, contra a fome, a peste e a guerra, São Sebastião é padroeiro de diversas cidades pelo Brasil, como o Rio de Janeiro.
Já no Vale do Paraíba paulista, a cidade do Litoral Norte realiza, anualmente, até uma festa em homenagem ao seu padroeiro, com programação religiosa, social, opções gastronômicas, show de prêmios, corrida de pedestres e atrações variadas.
Origem do Dia de São Sebastião
O dia 20 de janeiro de 288 é a data estimada para a morte de São Sebastião, que foi perseguido pelo imperador romano Diocleciano.
Ao confrontá-lo e acusá-lo dos seus pecados, o cristão morreu açoitado pelos soldados do império, após sobreviver o ataque com flechas e não renegar sua fé.
O Dia de Sebastião é uma homenagem à sua história e aos seus movimentos de luta contra pragas e doenças transmissíveis da época.
No Brasil, segundo a tradição, no dia da festa do padroeiro, em 1565, ocorreu a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro. Naquela ocasião, o santo teria sido visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores franceses calvinistas.
Hoje, São Sebastião é um santo venerado mundialmente nos dois maiores braços da igreja cristã: tanto na Igreja Católica Apostólica Romana, cuja sede é no Vaticano, quanto na Igreja Ortodoxa, cuja sede em Constantinopla (atual Istambul).

Quem foi São Sebastião
Nascido em Narbônia, na Gália (atual França), São Sebastião foi criado na Itália por sua mãe.
De família cristã, foi batizado ainda pequeno. Anos depois, engajou-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano.
Mesmo assim, paralelamente, ele se empenhava em ajudar outras pessoas na fé, procurando revelar Deus aos soldados e aos prisioneiros.
Com seu envangelhismo, Sebastião conseguiu, secretamente, converter muitos pagãos ao cristianismo.
Dentre essas conversões, estão a do governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio.
Certo dia, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Assim, foi obrigado a comparecer ante ao imperador Diocleciano para dar satisfações sobre suas atitudes.
Embora o imperador lhe atribuísse muita admiração e confiança, ele encarou as ações de Sebastião como uma traição, já que naquela época o Império Romano ainda era politeísta.
O imperador chegou a lhe dar uma chance para que escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Entretanto, Sebastião preferiu professar sua fé.
Logo em seguida, veio a sentença: ele deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas.
Morte
Após a ordem do imperador ser executada, Sebastião foi dado como morto.
Contudo, segundo a tradição católica, uma senhora cristã teria ido até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno, e encontrou-o vivo, levando-o para casa para tratar de suas feridas.
Dias depois, Sebastião teria se apresentado ao próprio imperador anunciando a graça de Jesus Cristo.
Irado, o imperador teria sentenciado sua “segunda morte”.
Assim, Sebastião foi executado permanentemente com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até sua morte, no dia 20 de janeiro de 288. Depois, foi jogado numa fossa.
Desta forma, o Dia de São Sebastião é uma homenagem à sua história, que resultou na nomeação de diversas capelas e Paróquias ao redor do mundo.