Criado em 2021, o projeto social Ajuda Invisível de SJC foi fundado por Paola Guisard, juntamente com Ana Carla Figaro e Andressa Mosca. Inspiradas em ajudar as pessoas em situação de rua, “invisíveis” muitas vezes para a população e o poder público, o projeto foi criado e hoje auxilia diversas pessoas necessitadas.
Em entrevista ao podcast da SP RIO+, Talk+, as três fundadoras contaram sobre o projeto.
“As pessoas precisam se conscientizar que doar vai fazer bem para ela, para o próximo, e principalmente para o país, para tirar essa pobreza das ruas.”, diz Paola.

O Ajuda Invisível recolhe doações de parceiros e de pessoas físicas, acumulando alimentos, brinquedos, roupas e produtos para animais de estimação.
Uma de suas ações prioritárias é a distribuição de lanches para as pessoas em situação de rua, além da doação de cobertas e kits de higiene. A cada dia de distribuição, são em média 150 lanches e diversos produtos de higiene pessoal.
Além disso, o projeto distribui roupas, brinquedos e até mesmo ração para os animais que acompanham as pessoas em situação de vulnerabilidade. Neste ano, o Ajuda Invisível também realizou diversas campanhas comemorativas, como no dia de Páscoa, Dia das Crianças, Festa Junina e Natal.
A entrevista completa está disponível no YouTube do portal SP RIO+.
O Ajuda Invisível tem parceria com o projeto Guarda-roupa Social, de São Paulo, que arrecada roupas para mulheres de comunidades carentes para que sejam usadas em entrevistas de emprego, estágios e durante o dia de trabalho.
A distribuição do kit de higiene feminino e masculino é um dos carros chefes do projeto, que traz dignidade e proporciona um direito básico para essas pessoas “invisíveis”, principalmente para as mulheres.
“Existe uma pesquisa que mostra que a mulher precisa de, no mínimo, R$12 por mês para suprir a mestruação, estamos falando de apenas 5 a 7 dias de menstruação. […] Isso ao ano, pode custar até R$6 mil no ano, o que a mulher precisa de ter para ter o mínimo de dignidade na rua. Quando essa mulher não tem acesso ao absorvente, usa-se: papel, jornal, e até miolo de pão. Então nosso trabalho com o kit de higiene é muito intenso. , pois sabemos a importância de ter um pouco de dignidade, tanto homens quanto mulheres.”, explica Paola Guisard.
Além disso, um dos objetivos do projeto é desmistificar a visão da população em relação às pessoas em situação de rua.
“Com esse um ano e meio de projeto, percebemos que é muito complexo. Eles não estão lá porque querem, existe uma bagagem por trás, uma história, muitas vezes muito triste. Uma história de alguém que perdeu o emprego, foi abandonado pela família, o adolescente que foi expulso de casa pela orientação sexual, uma adolescente que saiu de casa porque engravidou. São histórias muito pesadas. Nosso trabalho é diminuir esse preconceito. É a atenção e o olhar para esse ser humano deixe de ser invisível perante a sociedade”, diz Ana Carla.