Mais um resultado surpreendente na Copa do Catar! A Alemanha foi superada pelo Japão, por 2 a 1, na manhã desta terça-feira (23) no Khalifa International Stadium, em Doha.
O revés dos alemães seguiu a mesma tônica da derrota da Argentina, nesta terça-feira (22). Gol de pênalti de Gündogan e gol alemão anulado, ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa veio virada. Doan e Asano marcaram os dois em um período curto de 8 minutos.

Com essa situação, a Alemanha pode ser eliminada no próximo jogo caso perca para a Espanha, que joga daqui a pouco contra a Costa Rica.
Esse encontro entre alemães e espanhóis acontece no domingo (27), às 16h, no Al Bayt Stadium.
O Japão, por sua vez, pode garantir a classificação adiantada se vencer a Costa Rica, no domingo (27), às 10h, no Ahmed bin Ali Stadium.
Protesto da Seleção Alemã antes do jogo
Os jogadores da Alemanha fizeram um protesto contra a Fifa e o Catar pouco antes do início da partida.
Na foto oficial do time, os atletas taparam a boca com a mão em resposta às proibições de manifestações durante os jogos pela entidade máxima que regulamenta o futebol. O momento do protesto, no entanto, não foi mostrado pela Fifa na transmissão oficial da partida.

Capitães de algumas seleções europeias previam entrar nos jogos com uma braçadeira escrito “One Love” e as cores do arco-íris, em apoio ao movimento LGBTQIA+, reprimido no Catar, país que inclusive criminaliza a homossexualidade.
No entanto, a Fifa proibiu a braçadeira e chegou a ameaçar seu uso, sob pena de punições esportivas – como cartão amarelo para os capitães – e econômicas.
Em comunicado oficial, a Federação Alemã de Futebol (DFB) se pronunciou confirmando que o capitão da seleção, o goleiro Manuel Neuer, não havia entrado em campo com a braçadeira da One Love e também explicando sobre a importância do ato para a organização.
“Queríamos usar a braçadeira de capitão para defender os valores que acreditamos na seleção da Alemanha: diversidade e respeito mútuo. Junto com outras nações, queríamos que nossa voz fosse ouvida. Isso não tinha nada a ver com questões políticas. Para nós, direitos humanos são inegociáveis. E é por isso que essa mensagem é tão importante para nós. Negar a nós o uso da braçadeira é o mesmo que calar a nossa voz. E é por isso que a gente irá manter nossa posição”, disse a Federação.