
O atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (31) que vai executar a duplicação de 185 km da Rio-Santos por iniciativa própria.
Ou seja, será construído uma nova pista entre os municípios de Ubatuba e São Sebastião. Já um outro trecho na Baixada Santista deve começar entre o fim do ano que vem e o início de 2024, segundo cronograma do governo estadual.
No entanto, vale lembrar que a duplicação da Rio-Santos é de responsabilidade do Ministério da Infraestrutura.
Essa duplicação foi assinada há 10 meses pelo Governo Federal. Para Garcia, a decisão do Ministério da Infraestrutura foi deliberada e prejudica a logística rodoviária de São Paulo.
Além disso, a assinatura desse contrato aconteceu quando Tarcísio de Freitas era o ministro da Infraestrutura. Por ironia do destino, Tarcísio é o principal adversário de Rodrigo Garcia nas eleições desse ano.
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Outro lado
Em nota enviada ao jornalista Pedro Bavuso, da SP RIO+, a assessoria do Ministério da Infraestrutura informou que os estudos realizados pelas áreas técnicas para a concessão da Rio-Santos levaram em conta as boas práticas de engenharia e conceitos de capacidade e segurança viária.
Além disso, a pasta informou que, “No decorrer dos trabalhos, ficou claro que a ampliação de capacidade do trecho paulista teria um custo muito alto para os usuários, que pagariam tarifas mais caras. A região possui alta complexidade geológica, com seu licenciamento ambiental precisando levar em conta a diversidade de flora e o trecho em serra”.
Por fim, o Ministério da Infraestrutura ressaltou que “A Rio-Santos, assim como a Presidente Dutra, é uma rodovia federal concedida à iniciativa privada, com contrato já em vigor com o grupo CCR”.