Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 261,4 milhões de toneladas em 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), de junho, divulgada ontem (07) pelo órgão.
Embora o valor seja 3,2% ou 8,2 milhões de toneladas a mais que a safra de 2021 que ficou em 253,2 milhões, o índice é 0,6% abaixo da estimativa de maio ou 1,5 milhão. Mesmo assim, o assessor de investimentos Thales Manetti explicou à SP RIO+ hoje (8) que os dados são positivos para os investidores.
“Isso não vem como uma noticia negativa para o mercado, até porque mesmo com essa diminuição de expectativa, ainda assim vai ser uma safra recorde”, disse o especialista da Braúna Investimentos”, disse.
A análise na íntegra está disponível abaixo.
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A área a ser colhida atinge 72,5 milhões de hectares, o que significa alta de 5,8% ou 4 milhões de hectares na comparação com o resultado do ano passado.
Em relação à projeção de maio, representa crescimento de cerca de 209,4 mil hectares ou 0,3%. Os três principais produtos da pesquisa, o arroz, o milho e a soja somados, equivalem a 91,7% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida.
Entretanto, os números não vão fazer com que os preços dos produtos caiam.
“Mesmo com essas altas produção no Brasil, não deve haver uma queda no preço na soja e dos produtos justamente porque o mundo está demandando muito isso. A guerra Ucrânia e Rússia floresceu um pouco o nosso setor agro”, explicou Thales.
Como o recorde das safras brasileiras influencia os investimentos?
Thales Manetti explicou os motivos que fazem com que a notícia seja vista com bons olhos pelos investidores.
“É uma notícia muito positiva para todo o setor agro, desde as empresas que plantam os nossos alimentos – como a SLC Agrícola -, mas também essa boa safra se espalha para outros segmentos do setor. Por exemplo, JBS e Marfrig, que têm um gasto muito forte com insumos para a fabricação de ração, usando muito soja e milho para isso”, disse à SP RIO+
O especialista da Braúna também destacou que as empresas de logística também podem se beneficiar, já que fazem o transporte da safra para os portos.
Confira a análise na íntegra
Boletim Braúna
Com o objetivo de informar os principais acontecimentos da economia nacional e internacional, o Boletim Braúna é produzido pela SP RIO+ em parceria com a Braúna Investimentos, um escritório de Agente Autônomo de Investimentos credenciado à XP Investimentos, com sede em São José dos Campos.
O programa vai ao ar às terças e sextas-feiras no YouTube e no site da SP RIO+.
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