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Assim como muitos aspectos da vida de uma mãe, voltar ao trabalho após a licença-maternidade é um desafio. De acordo com uma sondagem da consultoria Filhos no Currículo e do Grupo Talenses, pouco mais da metade das empresas, cerca de 55%, não oferecem nenhum tipo de ação dedicada à jornada materna.
Se a empresa não possui políticas de adaptação para as mães, a saída é buscar em medidas preventivas e na família o apoio para que o retorno ao trabalho seja mais tranquilo. Influenciadora de maternidade e enfermeira, Simony Braga é mãe de três filhos, entre eles gêmeos, e ficou dois anos afastada do trabalho. Ela conta que a maior dificuldade do retorno é a adaptação.
“Deixar três crianças em casa é mais que um desafio. No meu caso, o mais velho de 1 ano e 5 meses já irá para a creche, enquanto o pai e a babá também ajudarão com os já os gêmeos, de sete meses. Pela natureza do meu trabalho, terão ocasiões que eu vou passar dois dias sem vim em casa e isso requer muita organização e uma grande rede de apoio”, destaca a influenciadora, que compartilha dicas de maternidade nas redes sociais.
Prepare sua ausência com antecedência
Para que o período seja o menos traumático possível para a mãe e para as crianças, Simony Braga recomenda começar a adaptação há cerca de um mês antes de voltar ao trabalho, de fato. “Caso o seu filho vá para a creche ou ficar com uma babá, o ideal é começar a introduzir a criança nessa nova rotina aos poucos, de forma que você como mãe possa acompanhar de perto como ele se comporta com essa mudança. Comece deixando ele na companhia do cuidador por algumas horas, até que a criança entenda sua ausência por alguns períodos”, recomenda.
Organize o esquema de alimentação
Em muitos casos, a volta da mãe ao trabalho coincide com a introdução alimentar dos bebês. Entretanto, caso a mulher precise voltar antes, é bom entender as melhores formas de tirar leite e armazená-lo.
“É muito importante que a criança possa seguir com a alimentação recomendada pelos médicos, que é de exclusividade do leite materno nos primeiros seis meses. Caso a mãe more perto do trabalho, a legislação prevê que ela possa voltar em casa, mas se for longe, deixar uma boa quantidade armazenada é a melhor opção. No caso de bebês que se alimentam com fórmula, a adaptação é um pouco menos complicada, já que o cuidador precisa se ater mais aos horários e não depende tanto da mãe”, pontua Simony Braga.
Organização familiar é fundamental
Para que a nova dinâmica funcione, toda a casa precisa se adaptar à realidade. Segundo Simony Braga, cabe aos pais pensar em conjunto sobre qual será o melhor arranjo: em quais horários as crianças ficam com a babá ou com um familiar, bem como em qual horário o pai pode assumir a tarefa do cuidado com os filhos. “Não existe certo e errado, cada família terá uma dinâmica que funcionará melhor. O importante é planejar e testar essas alternativas antes de voltar ao trabalho”, destaca a influenciadora de maternidade.
Quanto à saúde mental, Simony Braga recomenda que a mãe se certifique de que está saudável emocionalmente para a nova etapa. “Esse período pode vir acompanhado de muita culpa, bem como por sentimentos negativos relacionados ao afastamento temporário, por isso é importante o cuidado”, alerta.