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A Petrobras deu sinal verde para o aumento do preço do combustível. A decisão aconteceu nesta quinta-feira (16), em uma reunião extraordiária. O reajuste deve valer para o diesel e para a gasolina, mas a empresa ainda vai definir o valor e a data para anunciar a medida.
Por outro lado, o Governo Federal está tentando “segurar” esse aumento visando ter mais tempo para aprovar o Projeto de Lei que tramita no Senado que limita o aumento do ICMS de combustíveis, energia, telecomunicações e transporte público em um teto de 17%. É o que explicou o assessor de investimentos Thales Manetti durante entrevista à SP RIO+ nesta sexta-feira (17).
“Isso ajudaria a segurar o preço do diesel e da gasolina, que é a maior preocupação da equipe econômica atualmente. A Petrobras tem a política de preços dela, que anda sendo bem contestada pelos brasileiros, mas quer manter uma paridade com o mercado internacional”, explicou o assessor da Braúna Investimentos.
Risco de desabastecimento
O possível aumento ocorre em meio a uma defasagem de 21% no preço do diesel, cujo último reajuste aconteceu no dia 10/05. Já a gasolina teve seu último aumento no dia 11/03, o que significa uma defasagem de 5% em relação ao preço internacional, segundo uma consultoria realizada pela empresa Stone.
Para o especialista Thales Manetti, o preço abaixo do mercado pode gerar um prejuízo operacional para a Petrobras e colocar o Brasil em um risco de desabastecimento de diesel por parte das empresas importadoras.
“Nós temos importadores que trazem diesel para cá e eles têm que concorrer junto com a Petorbras. Então eles têm que pagar no mercado internacional o valor cheio. Chega aqui, tem que vender com 20% abaixo do mercado. Isso pode desestimular trazer mais diesel para o Brasil e gerar um risco de desabastecimento”, explicou o especialista da Braúna Investimentos.
O assessor de investimentos ainda destacou em entrevista que, de acordo com pesquisas, as empresas importadoras representam entre 25 e 30% do abastecimento do diesel no Brasil.
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