
Foto: Reprodução/SP RIO+
O diretor municipal do PSDB de São José dos Campos, José de Mello Correa, disse que a saída de Felicio Ramuth do partido foi amigável e que atualmente os tucanos não são oposição ao ex-prefeito de São José dos Campos. Entretanto, a situação causou dores em ambas as partes. A declaração foi dada e em entrevista à SP RIO+ na tarde desta quarta-feira (25).
“A gente se comunica bem. Não posso dizer que não tiveram dores. Tanto de um lado, quanto de outro na saída, uma ruptura. São amigos que estão há 20 anos ou mais, desde 97, do primeiro Governo do Emanuel [Fernandes], antes até. Saída amigável, sem dúvida nenhuma. Hoje não tem nenhum trauma”.
(A entrevista na íntegra está disponível abaixo)
Felicio Ramuth trocou o PSDB pelo PSD no início de janeiro deste ano. Depois de meses de mistério, ele confirmou que é pré-candidato ao Governo de São Paulo pelo partido liderado por Gilberto Kassab.
Segundo Mello, Felicio manifestou seu desejo de alcançar novos patamares na política em novembro de 2021, mas o partido tucano não poderia dar a ele o espaço necessário.
“A gente sabia que dentro do PSDB, devido a algumas questões de ordem, ele não teria o espaço que ele gostaria, o sonho que ele pretende. Então, naturalmente, ele teve o convite e foi o para o PSD. Levou com ele com ele o vice-prefeito Anderson [Farias], que hoje é nosso prefeito, e mais uma série de pessoas que trabalharam juntos e que tinham simpatia por esse novo caminho”.
O diretor municipal também explicou que atualmente o PSDB tem uma relação amigável com Felicio.
“A gente não tem oposição nenhuma ao Felicio, mas também nós temos que trabalhar pelo PSDB ao nosso pré-candidato, Rodrigo Garcia […] Não existe nem situação, nem oposição”
Sobre a pré-campanha ao Governo de São Paulo do ex-companheiro de partido, o diretor tucano disse que não há “ciúmes” em relação ao fato de Felicio utilizar como “vitrine” os feitos realizados em São José dos Campos, enquanto era filiado ao PSDB.
“A população entende que todos esses projetos, até a saída dele do PSDB, foram, claro, projetos do PSDB”.
Reconstrução do PSDB
Durante a entrevista, Mello destacou que, após a migração de cerca de 200 pessoas do seu partido para o PSD, os tucanos passam hoje por um momento de reconstrução.
“A reconstrução que eu digo para você é chamar novos nomes, filiar novos nomes, propor nomes para a diretoria e reconstruir uma executiva. […] Na prática é isso que acontece: nós registramos novas pessoas para coordenar o partido”
Segundo ele, ainda é cedo para pensar em um possível nome para concorrer à prefeito pelo partido nas próximas eleições municipais.
“Falar em 2024 não é uma coisa importante. Não existe um nome que a gente possa dizer: ‘olha esse é melhor, esse é o pior’. Existe, claro, uma construção. E nessa construção, acho que em 2023 nós vamos observar como se comportam as pessoas. […] Falar em nome hoje é uma dúvida muito grande. Tem que ver o desempenho das pessoas para que a gente possa, então, trabalhar”.
Pré-candidatos regionais
O presidente do PSDB joseense também explicou os motivos que levaram a legenda a escolher os nomes de Eduardo Cury e Dulce Rita para concorrerem, respectivamente, como deputado federal e deputada estadual nas eleições de outubro deste ano.
“A gente entendeu, lá atrás, que tínhamos dois candidatos. Um que já estava na fila faz tempo, que era o Juvenil Silvério, que é vereador hoje pelo PSD, mas era do PSDB; e a Dulce Rita também se postulava como pré-candidata a deputada estadual. E o Eduardo Cury que tinha também como pré-candidato a deputado federal”.
Entretanto, a saída de Silvério fez com que o partido tivesse que se reorganizar internamente.
“Nesse meio tempo o Juvenil decidiu sair do partido e ir para o PSD, achou que teria mais oportunidade. Naturalmente e imediatamente, nós convocamos a Dulce Rita e ela, então, se prontificou a ser também pré-candidata a deputada estadual.”.
Confira a entrevista na íntegra: