Foto: Ademar Santos Barbosa
Após ser agredido por um jogador durante uma partida de futebol amador no final do passado, em Caçapava, o árbitro Celso Bré retomou as suas atividades como árbitro, no último sábado (30), em um jogo disputado na zona sul de São José dos Campos.
Emocionado, Bré diz que “voltou para a casa” e que teve o prazer de apitar ao lado de amigos e conhecidos.
“Fiquei muito feliz e contente, não só de voltar, mas de saber o local para aonde voltei. Pra mim foi uma alegria muito grande, de estar dentro do campo do jogo, com amigos, com pessoas que a gente gosta e ter terminado a partida de forma tranquila e amistosa”, disse.
Agressão em Caçapava no final do ano passado
No dia da agressão em Caçapava, ele foi atingido no rosto com um soco, mas foi socorrido logo em seguida. Bré foi internado em um hospital de São Paulo e teve que passar por uma cirurgia.
Cerca de cinco meses depois do ocorrido, ele diz que não recebeu nenhum pedido de desculpas do agressor.
“Ele pediu desculpas ao time (Barcelusa) por ter prejudicado a classificação deles. Mas em nenhum momento, demostrou preocupação com a minha saúde ou minha integridade física”, relatou.
O árbitro ressaltou que segue na luta por justiça em relação a esse caso. “Constitui um advogado, já tenho um boletim de ocorrência feito e vou procurar os meios legais para que as pessoas respondam por aquilo que fizeram”.
A imagem da profissão no cenário atual
Celso Bré está envolvido no ambiente do futebol há mais de 45 anos, como jogador, dirigente ou árbitro. Como juiz, ele acredita que a profissão está alcançando mais visibilidade graças aos programas especializados em esporte.
“Hoje os árbitros têm uma visibilidade maior. Isso traz um pouco mais de seriedade e comprometimento. As pessoas sabem da qualidade da arbitragem. Com o advento da internet, hoje se discute mais sobre regras, se conhece mais sobre regras”, disse.

Inclusão feminina na arbitragem
Bré disse que vê com muito bons olhos a inclusão feminina na arbitragem e que o espírito do futebol ‘deve ser a igualdade e de inclusão de todos’.
“Eu sempre tenho em minha equipe de arbitragem meninas que atuam como auxiliares. Eu passo a elas informações e instruções para que a gente possa fazer desse espaço o mais plural possível”, ressaltou.