Foto: Claudio Vieira/PMSJC
Pelas redes sociais, Michele Silva acusa o Hospital de Clínicas Sul, em São José dos Campos, de negligência médica pela morte da filha, Maria Eduarda de Almeida, de 1 ano e 2 meses, ocorrido na última quarta-feira, 27.
De acordo com Michele, a médica que atendeu sua filha receitou medicamentos que provocaram a piora no quadro de saúde da criança. Em depoimento em um vídeo publicado no facebook, Michele afirma que outro médico examinou a sua filha, constatando o erro médico. Posteriormente, a criança veio a falecer.
Veja o vídeo:
Em nota enviada à SP RIO+, a prefeitura de São José dos Campos informou que a criança deu entrada no Hospital de Clínicas Sul com quadro suspeito de bronquiolite e que evoluiu para um quadro agudo de broncoespasmo, seguido de PCR (Parada Cardio Respiratória), “quando foram feitas manobras de ressuscitação, revertendo o quadro e possibilitando a transferência para a UTI pediátrica do Hospital Municipal”.
A nota ainda complementa que a criança chegou quase sem vida ao hospital e que “as equipes atuaram de forma árdua por cerca de 30 minutos para reverter o quadro, mas infelizmente sem sucesso”. (leia a nota na íntegra, logo abaixo)
Em entrevista a rádio CBN Vale, o pai da criança, Josimar de Almeida Santos, relatou que a filha foi levada anteriormente ao Hospital de Retaguarda, onde foi diagnosticada como dengue. Segundo o pai, o quadro de vômito permaneceu e decidiram encaminhá-la ao Hospital Clínica Sul na quarta-feira, 27.
Josimar afirma que só conseguiram ser atendidos por uma médica do hospital, por volta de 20h, sendo que a mesma não examinou a criança e nem questionou a temperatura dela que estava baixa.
“Ela não olhou para minha filha”, disse o pai.

O relato do pai continua afirmando que a médica receitou o medicamento prednisolona e, em menos de 30 minutos, o quadro de saúde da filha piorou.
O pai ainda relata que a médica foi chamada para examinar a criança que não compareceu, tendo que ser atendida por outro médico do hospital. “Ele tentou ajudar e salvar minha filha, que já estava com parada cardíaca, tentou uma hora e meia voltar com a minha filha e nada”, contou o pai.
Após conseguir reanimar a criança, Maria Eduarda foi transferida para o Hospital da Vila Industrial, que teria maiores recursos, porém, segundo afirma o pai, ela já havia chegado morta.
“Para mim ela morreu na Clínicas Sul, ela já chegou morta lá. Não deram informação para a gente. Eles relataram que a minha filha chegou sozinha na ambulância, mas eles não deixaram a gente ir com ela na ambulância. Eles não deixaram porque a minha filha já estava morta”, relatou Josimar de Almeida Santos, em entrevista à rádio CBN Vale.
Maria Eduarda de Almeida foi enterrada nesta quinta-feira, 28, no Cemitério do Morumbi.
Por meio de nota, a Prefeitura informou que a secretaria de saúde, “através de sua auditoria, está acompanhando os trabalhos de apuração do caso” e que a gestora do Hospital Clínicas Sul (Hospital Maria Terezinha de Jesus), abriu uma sindicância interna.
Leia a nota, na íntegra, da prefeitura de São José dos Campos:
A Prefeitura de São José dos Campos, por meio da Secretaria de Saúde, informa que a criança deu entrada no HCS (Hospital de Clínicas Sul) com quadro suspeito de bronquiolite e apesar de todos os cuidados da equipe médica evoluiu para um quadro agudo de broncoespasmo, seguido de PCR (Parada Cardio Respiratória), quando foram feitas manobras de ressuscitação, revertendo o quadro e possibilitando a transferência para a UTI pediátrica do Hospital Municipal. No caminho para o HM, a criança apresentou nova PCR e chegou quase sem vida ao hospital, onde as equipes atuaram de forma árdua por cerca de 30 minutos para reverter o quadro, mas infelizmente sem sucesso.
A Prefeitura e equipes médicas que atuaram no atendimento lamentam profundamente a perda da criança e se solidarizam com a família. Imediatamente após o ocorrido, o HMTJ (Hospital Maria Terezinha de Jesus), gestora do HCS, abriu uma sindicância interna e a secretaria, através de sua auditoria, está acompanhando os trabalhos de apuração do caso.Todos os óbitos são acompanhados pelo Comitê de Mortalidade e a abertura de sindicância faz parte dos procedimentos de auditoria principalmente em casos como este, de evolução muito rápida no estado de saúde do paciente com desfecho negativo.
O afastamento da médica é um procedimento padrão em sindicância, feito com profissionais envolvidos.
