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Aos 98 anos, a escritora paulista Lygia Fagundes da Silva Telles morreu neste domingo (3). A informação foi dada pelo colunista do jornal O Globo, Ancelmo Gois. A causa do falecimento ainda não foi revelada.
Conhecida como “a dama da literatura brasileira”, Lygia estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos, na capital paulista. Frequentou a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde também cursou Educação Física.
Obra
A obra da escritora aborda temas como loucura, morte, medo e amor. Seu primeiro livro de contos foi lançado em 1938, quando tinha 15 anos, com o nome de ‘Porões e Sobrados’.
Lygia era membro da Academia Brasileira de Letras desde 1985 e já recebeu os prêmios Camões e Jabuti.
Foi incentivada a seguir carreira pelos amigos Carlos Drummond de Andrade e Erico Verissimo, também nomes prestigiados da literatura brasileira.
Seu maior romance é Ciranda de Pedra, escrito em 1954. Segundo Antonio Candido, foi a obra em que Lygia alcançou a “maturidade literária”.
Possui obras traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco, tcheco e português de Portugal; além de adaptações de suas obras para o cinema, teatro e TV.
Durante a ditadura militar, a escritora teve atuação política. Em 1976, Lygia foi a Brasília entregar ao Ministro da Justiça o Manifesto dos Mil – uma declaração contra a censura assinada por diversos intelectuais brasileiros.
