Foto: André Bias/ TV Vanguarda
A atuação da CCR Rio-SP, da Enseg e do diretor da empresa terceirizada será investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) que vai apurar a responsabilidade da atuação na contratação de Gerson Lavísio, que atuou como falso médico nos atendimentos de emergências na via Dutra.
Gerson apresentou um falso número de registro profissional (CRM) e um falso diploma de medicina. Reportagem exibida pelo programa “Fantástico”, da Tv Globo, mostrou que ele também fez vítimas ao se passar por pastor evangélico e pedir dinheiro para ‘missões’ na África.
A instauração de notícia de fato na Promotoria da Saúde Pública foi pedida pelo promotor Jaime Nascimento, que determinou que sejam apuradas as condutas das empresas. Não há previsão para que o processo seja concluído.
A CCR Rio-SP, por meio de nota enviada à imprensa, informou que “até o presente momento, não recebeu nenhuma intimação sobre qualquer procedimento instaurado pelo Ministério Público e que colaborará com o que lhe couber para que os fatos sejam elucidados”.
A Enseg não se pronunciou até o momento. Quando o caso foi revelado, a empresa informou apenas que afastou o falso médico e que coopera com as investigações.
Com 32 anos de idade, Gerson Lavísio é natural de Cambará, no Paraná, e exerce a função como falso médico há pelo menos quatro meses, quando apresentou um diploma falso de medicina pela Unicid, Universidade Cidade de São Paulo, que negou que ele tenha feito qualquer curso na instituição.
