
Além de informar a estreia do Vôlei São José na Arena Municipal de São José dos Campos, o gestor do Vôlei São José, Ricardo Navajas, comentou sobre a atual temporada, o planejamento para os próximos anos e os desafios vividos pela equipe até o momento. Confira aqui a entrevista completa.
Nesta temporada 2021/22, o time joseense fez uma ótima campanha na primeira fase do Campeonato Paulista, mas acabou sendo eliminado na semifinal, para o Guarulhos, no Ginásio do COCTA.
Após o estadual, a equipe virou as atenções para Superliga Nacional, a principal competição da modalidade no país. Ocupando a oitava posição, com 23 pontos, o Vôlei São José vem realizando uma campanha de dez derrotas e sete vitórias, em 17 jogos disputados. Mas, segundo Navajas, “dentro do previsto”.
“A gente tinha previsão de terminar a competição entre os seis primeiros, para conseguir classificar na sexta colocação, mas nós estamos brigando na oitava colocação, então está um pouco abaixo do que nos esperávamos, e ainda sofrendo esse risco de não classificar. Mas, está dentro do previsto, esse ano seria não cair, realmente, o primeiro objetivo era não cair para a segunda divisão que era bem próximo de acontecer, seria bem possível de acontecer”, afirma o gestor.
Ele disse ainda, que acredita que o clube pode conseguir se classificar entre os oito primeiros, mas que não vai adiante na fase eliminatória.
Falta de investimento
O projeto do Vôlei São José foi apresentado em julho do ano passado. A franquia migrou para o Vale do Paraíba após rompimento da parceria com a Prefeitura de Itapetininga. Até o momento, o time está se mantendo com recursos próprios, sem nenhum investimento da prefeitura.

Devido a essa falta de altos investimentos, o clube, segundo o gestor, sofreu com a questão da estrutura de trabalho.
“Nos começamos vindo pra cá sem poder ter o recurso de lei do incentivo, porque chegamos em junho e julho, e isso é só pro ano seguinte. Então, tivemos muitas dificuldades com a estrutura, e ninguém tem culpa disso, porque nós viemos depois e ninguém sabia dessa dificuldade”, afirmou.
Ele ainda explicou que as dificuldades estruturais foram em relação ao Ginásio que iria receber os jogos, reformas e investimentos, e que depois de todo esse tramite, seria visto a montagem da equipe.
“Acumulou muita coisa junta e nós não tivemos muita condição de montar uma equipe competitiva. O investimento nosso não é muito alto e nós tivemos que trabalhar dentro das condições que tínhamos desde o início”, finalizou Ricardo Navajas.
Próxima temporada
Navajas informou que o clube ainda não possui patrocinador master, mas que as negociações de novos investimentos para a próxima temporada devem começar nas próximas semanas.
“É preciso um investimento um pouco melhor e pouco maior para que possamos ter uma equipe competitiva. Se isso não acontecer, nós teremos uma equipe brigando ali nessa condição de sétimo ou oitavo, ou pra não cair novamente”, falou o gestor.

Resultado do projeto
Questionado sobre o resultado do projeto, o gestor do Vôlei São José reafirmou que “está dentro do previsto e por dentro do acordo”, mas que é possível melhorar.
“Poderia estar um pouco melhor na Superliga, mas nos tivemos alguns problemas, jogadores saíram da equipe, e então, não tivemos poder financeiro para manter dois atletas e isso afetou em um problema grande aqui para nós, mas isso faz parte do jogo, e de acordo com as dificuldades financeiras, é o que a gente pode fazer”, disse.

Em relação a cidade de São José dos Campos, o gestor afirmou que a equipe foi bem acolhida pelos fãs do voleibol e pelo poder público do município.
“A gente tem tido um respaldo muito grande, as pessoas tem ajudado muito. Trabalho de base que estamos fazendo junto com a Prefeitura é muito legal, eles investem na base, e isso é muito legal, importante e interessante, pode ser aprimorado, mas já é um projeto muito bom. Em relação a cidade, nenhum tipo de problema, muito bem acolhido, super bem recebido, a torcida apoia muito e gosta muito de voleibol, pra mim isso foi uma surpresa”, finalizou.