Foto: Maxim Chemetov/Pool/ AFP
Em visita ao país, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que “somos solidários à Rússia”, em reunião particular com Vladimir Putin.
A declaração vem em momentos tensos entre a Rússia e os países apoiadores da Ucrânia, que teme uma invasão feita pelo país vizinho em seus territórios.
“Queremos colaborar em muitas áreas”, acrescentou Bolsonaro, que trouxe defesa, energia e agricultura como temas base das negociações que acontecem durante sua agenda no país.
Apesar do Itamaraty reforçar que manterá a política pacífica para soluções de conflitos internacionais, a declaração do presidente pode ser facilmente interpretada de maneira errônea pelos países do Ocidente, pricipalmente em momentos com este, que é um dos mais preocupantes desde a Guerra Fria. Hoje, o Brasil participa como aliado preferencial extra-Otan dos Estados Unidos.
Homenagem inicia a agenda
Como todos os outros chefes de Estado visitantes do país, Bolsonaro participou da cerimônia de aposição de uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, alto símbolo da vitória da União Soviética em 1941.
O presidente, apesar de ter o comunismo como seu “arqui-inimigo”, participou do evento simbólico juntamente com sua comitiva.
