Foto: Divulgação/A.C Milan
A Corte de Cassação de Roma, considerada a última instância da Justiça Italiana, anunciou nesta quarta-feira (19), a condenação do jogador Robinho e de seu amigo Ricardo Falco, a nove anos de prisão, por violência sexual de grupo contra uma mulher albanesa.
A Corte decidiu não dar provimento ao terceiro recurso apresentado pela defesa de ambos contra a decisão de instâncias inferiores (em 2017 e 2020), e com isso, não cabe mais recurso de nenhum dos acusados.
O crime aconteceu no dia 22 de janeiro de 2013, na boate Sio Café, em Milão, na Itália. Uma mulher, na época com 23 anos, estava embriagada e inconsciente na festa, quando foi abusada sexualmente por Robinho, Falco e outros quatro brasileiros dentro de um camarim.
Apenas o jogador e o amigo Rodrigo Falco foram acusados e condenados.
Com 37 anos, Robinho vive atualmente no Brasil e sem clube. Em 2020, o jogador teve seu contrato suspenso pelo Santos após o site GloboEsporte.com publicar uma reportagem sobre o caso da violência sexual.
O site teve acesso a interceptações telefônicas do atacante, em que ele dizia que “a mulher estava bêbada”, ao se referir sobre o episódio com a albanesa.
Mesmo já condenados em todas as instâncias, é improvável que Robinho e Ricardo Falco sejam detidos e cumpram a pena imposta pela justiça italiana. Como a constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros, caberia à justiça italiana solicitar o cumprimento da pena no país. Esse processo, no entanto, não tem prazo para ocorrer.
Os dois podem ser presos caso realizem viagens ao exterior, desde que a Itália faça um pedido internacional de prisão.
Robinho surgiu no futebol em 2002, aos 18 anos, quando foi campeão brasileiro pelo Santos.
Ele também vestiu a camisa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010 e teve passagens por grandes times da Europa, como o Milan (Itália) e Real Madrid (Espanha).
