
Os funcionários da planta da Volkswagen de Taubaté entraram em férias coletivas, nesta terça-feira (4).
De acordo com a montadora, a medida é a primeira de um pacote de mudanças para adequar a produção da unidade, que sofre com a falta de peças devido ao reflexo da pandemia da Covid-19.
As férias coletivas foram emendadas com o recesso de fim de ano e foi negociada em conjunto com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, no início de dezembro. O número de funcionários afastados não foi divulgado.
Segundo a entidade, a montadora vai suspender temporariamente, em fevereiro, os contratos de 1,2 mil trabalhadores, o que representa um turno de produção da planta. O layoff pode durar de dois a cinco meses.
A Volkswagen justificou a medida como forma de ajustar a produção diante da falta de semicondutores, que afetou o mercado automotivo durante todo o ano de 2021.
Além disso, a montadora vai utilizar o período de paralisação para realizar adequações estruturais na planta, que receberá a implantação da plataforma MQB (Modular Transverse Matrix).
Essa nova plataforma permite a produção de novos modelos, como o Polo Track, que deve chegar ao mercado automobilístico em 2023. Em novembro, a Volkswagen anunciou um pacote de investimentos de R$ 7 bilhões nas plantas da América Latina, sendo que parte desse montante será investido na unidade de Taubaté.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté informou ainda que as medidas têm como contrapartida a estabilidade de emprego.