Foto: Arquivo AFP/CP
Em 29 de dezembro de 2013, o heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher, foi hospitalizado após sofrer um grave acidente enquanto esquiava na estação de Meribel, nos Alpes Franceses. O ex-piloto bateu a cabeça em uma pedra e, mesmo com a proteção do capacete, entrou em coma.
Após seis meses internado, em 16 de junho de 2014, sua assessora de imprensa e braço direito, Sabine Kehm, informou que ele havia saído do coma e sido transferido para o Hospital Universitário de Vaud, na Suíça, para continuar seu tratamento. Em setembro do mesmo ano, Schumacher saiu do hospital e continuou sua recuperação em casa e, desde então, pouco se sabe sobre o estado de saúde dele.
Os anos se arrastaram e, em 2021, a família Schumacher prestou uma homenagem ao campeão com o documentário ‘Schumacher’, lançado pela plataforma de streaming Netflix. Todo o material foi de controle criativo da própria família e mostra o ex-piloto muito além das pistas.
Com participações de sua esposa, Corinna Schumacher, seus dois filhos, Mick Schumacher – atual piloto da Haas F1 Team na Fórmula 1 – e Gina-Maria Schummacher, o tetracampeão Sebastian Vettel, um dos amigos mais próximos da família, chefes de equipe da época, entre outros, é falado como Michael lidava com o constante assédio da imprensa na época, suas rivalidades na pista, suas conquistas de campeonatos e sua vida familiar – que sempre protegeu a todo custo.
Em um dos momentos mais tocantes do documentário, Corinna fala do acidente após muitos anos e diz não culpar à Deus pelo ocorrido. “Nunca culpei Deus pelo que aconteceu. Foi só azar, já que podia ter acontecido com qualquer um. Claro, sinto falta dele todos os dias. Mas não sou a única a sentir falta dele. As crianças, a família, o pai dele, todos ao redor. Todos sentem falta de Michael […] Moramos juntos em casa, fazemos terapia. Fazemos tudo o que podemos para deixar Michael melhor e para que ele se sinta confortável e simplesmente para fazê-lo sentir nossa família, nosso vínculo. E não importa o que aconteça, farei tudo o que puder. Todos nós iremos”, finaliza a esposa do ex-piloto.
O ex-chefe da FIA, Jean Todt, disse entrevista em 2019 que a saúde e o estado de Michael “É algo muito privado. Michael está muito bem amparado, vive com sua família, na sua casa, entre Genebra e Lausanne. Continua lutando. É a única coisa que posso dizer hoje”.
O ex-piloto tem acumulado em sua carreira: 91 vitórias em Grandes Prêmios, 155 pódios, 1566 pontos e 68 pole positions, além de diverosos recordes em volta rápidas. Ele venceu seu primeiro GP na Bélgica, em 1991 e, sua última participação na Fórmula 1 aconteceu em 2012, em terras brasileiras








