
De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e Detran.SP, a região administrativa de São José dos Campos registrou queda de 19% de mortes no trânsito em novembro deste ano em comparação ao mesmo período de 2020. Em 2021, houve 25 óbitos contra 31 no mesmo período do ano passado. A redução também ocorreu na comparação do acumulado dos onze primeiros meses do ano, quando foram apontadas 300 ocorrências fatais em 2020 contra 294 este ano, diminuição de 2%.
O número total de acidentes com vítimas, que incluem ocorrências não fatais, teve diminuição de 7% na comparação entre novembro de 2020 e 2021, de 995 para 925 ocorrências.
Na região administrativa de São José dos Campos, houve queda de 80% nas mortes de ocupantes de automóveis na comparação entre o mês de novembro deste ano com o mesmo período do ano passado. Foram registrados dois óbitos em novembro de 2021, contra dez acidentes fatais no ano passado. Fatalidades envolvendo motocicletas também tiveram redução (-42%) de sete óbitos em novembro de 2021, ante 12 fatalidades no mesmo mês do ano passado. Nos óbitos entre ciclistas houve redução de 33% neste período, com dois casos em 2021 e três em 2020. Em relação às ocorrências fatais com pedestres em novembro de 2021 foram apontados seis casos contra cinco no mesmo período do ano passado (aumento de 20%).
Estado
O Estado de São Paulo registrou queda no número de mortes no trânsito no comparativo entre novembro de 2021 e 2020. Em novembro de 2021 foram contabilizados 387 óbitos por acidentes de trânsito, contra 426 em novembro do ano passado, uma queda de 9,2%. Também houve redução nas mortes se compararmos o acumulado entre janeiro e novembro de 2020 e 2021. No período, foram registrados 4.437 óbitos no ano passado e 4.408 neste ano, uma diminuição de 0,7%.
Sobre o programa Respeito à Vida
Programa do Governo do Estado de São Paulo, atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Governo por meio do Detran.SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência.
O Respeito à Vida também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes com vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. O programa mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização.
Diversas medidas têm sido adotadas para reduzir a mortalidade relacionada nas rodovias do Estado de São Paulo. Entre elas, algumas de maior impacto podem ser destacadas.
Velocidade no atendimento
A redução no tempo de atendimento às vítimas de acidentes pode reduzir a mortalidade em até 60%. Em rodovias, esse aspecto é ainda mais relevante, dado os tempos naturalmente dispendidos entre o deslocamento da equipe de resgate até o local do acidente e, em situações mais graves, dali para o hospital mais próximo. Os socorristas chamam esse período crítico de “A Hora de Ouro”, que é absolutamente relevante para as estatísticas de salvamentos de acidentes de trânsito.
Iluminação em trechos urbanos
Estudos indicam forte redução de mortalidade em trechos urbanos de rodovias que foram iluminadas. Um estudo que reuniu resultados de 50 pesquisas referentes ao impacto sobre os acidentes da iluminação em vias previamente não iluminadas concluiu pela de redução de 60% em acidentes fatais nessas áreas.
Cinto de segurança no banco traseiro
Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) em rodovias concedidas indicou, em 2019, que em torno de 10% das pessoas não usam o cinto de segurança nos bancos dianteiros e 30% no banco traseiro. Essa prática é de extrema importância e vem sendo estimulada por meio de campanhas educativas e fiscalização, uma vez que estudos indicam redução de mortalidade em torno de 25% para ocupantes do banco traseiro e 45% para os bancos dianteiros.

