
Uma operação da Polícia Federal e Militar, junto com a Secretaria de Administração Penitenciária, investiga o envolvimento de agentes penitenciários com facções criminosas, nesta sexta-feira (17).
Segundo as investigações, os agentes atuavam facilitando a entrada de drogas e celulares no Centro de Detenção Provisória em Caraguatatuba, em troca de propina.
Ao todo, são nove alvos nas cidades de Caraguatatuba, Jacareí, Ilhabela, São Sebastião, Taubaté e São José dos Campos. Dentre os nomes, três são agentes penitenciários.
De acordo com a Polícia, até às 9h duas pessoas tinham sido presas, sendo elas, um agente penitenciário e a esposa de um preso.
Entenda a investigação
Essa investigação acontece desde dezembro de 2020, quando o Ministério Público denunciou o caso à Justiça.
Segundo o MP, agentes penitenciários teriam integrado uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios do Estado de São Paulo. No esquema, eles recebiam propina para entrar com drogas e celulares no CDP de Caraguatatuba.
De acordo com o órgão, os agentes entravam em contato com os presos e permitiam a entrada de drogas com familiares, burlando o sistema de segurança da unidade. Um dos agentes recebeu R$ 40 mil em propina com as entregas.