
Neste sábado (27), às 16h, a 34ª Bienal de São Paulo será palco de um encontro de extraterrestres. Fragmentos do meteorito Santa Luzia, localizados em 1921, no município de Santa Luzia, em Goiás, serão colocados lado a lado no evento.
A iniciativa faz parte de uma parceria entre as instituições que possuem suas tutelas: a Bienal (que está temporariamente exibindo o fragmento maior do meteorito, pertencente ao Museu Nacional – UFRJ), o Museu de Geociências da Universidade de São Paulo (USP) e o Planetário Ibirapuera, atualmente gerido pela Urbia Parques.
Gratuito e aberto ao público, o evento convida os visitantes da 34ª Bienal de São Paulo para um bate-papo descontraído acerca desses objetos originários de outro mundo. Na ocasião, João Eduardo Fonseca, diretor do Planetário Ibirapuera, e Miriam Della Posta de Azevedo, chefe técnica do Museu de Geociências da USP, vão comentar brevemente sobre a história desses fragmentos, tanto no espaço quanto na Terra.
Além disso, os profissionais abordarão sobre a importância desses fragmentos e suas curiosidades. “Os meteoritos são fragmentos de corpos celestes, como asteroides, cometas ou até restos de planetas, que ‘sobrevivem’ à entrada na atmosfera terrestre e chegam à superfície terrestre. Por esse motivo, são chamados de extraterrestres”, antecipa João Fonseca, diretor do Planetário Ibirapuera, sobre uma das peculiaridades que serão apresentadas na reunião.
O meteorito Santa Luzia é o segundo maior astro do tipo no Brasil. O objeto foi resgatado pela equipe de resgate pela equipe do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, após o incêndio que devastou a sede da instituição, em 2018. Esta é a primeira vez em que os fragmentos do meteorito se encontrarão desde a tragédia.
“É uma oportunidade para que os frequentadores possam conhecer mais sobre esses importantes patrimônios científicos”, conclui Fonseca.