Foto: Divulgação / Globo Filmes
Com quase 300 mil espectadores, “Marighella” se tornou o filme brasileiro mais visto nos cinemas desde o início da pandemia.
Ovacionado no exterior e nas pré-estreias no Brasil, o primeiro longa dirigido por Wagner Moura mostra a determinação dos guerrilheiros liderados pelo ex-deputado em sua luta contra a ditadura e a repressão impiedosa dos militares.
“Marighella é um personagem importante que teve o seu nome apagado na história do Brasil, que teve a sua história não só apagada como amaldiçoada. E Jorge Amado escreve em seu túmulo ‘Retiro da maldição e do silêncio, o seu nome de baiano’. A ideia desse filme era tirar da maldição e do silêncio o nome de Carlos Marighella” – explicou o diretor em entrevista à Globo Filmes.
Neto de escravos e filho de uma empregada doméstica negra e de um operário italiano, Marighella foi preso e torturado duas vezes durante o governo Vargas devido a suas convicções políticas. Em 1968, quatro anos após o golpe militar, fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN), um dos principais grupos de combate ao regime autoritário. Caçado pelo governo, foi morto numa emboscada em São Paulo no ano seguinte.
Além de Seu Jorge no papel-título, “Marighella” tem ainda Bruno Gagliasso, Luiz Carlos Vasconcellos, Herson Capri, Humberto Carrão e Adriana Esteves no elenco, entre outros.