Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O ex-presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Carlos Arthur Nuzman, foi condenado a 30 anos,11 meses e oito dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A decisão foi tomada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª vara federal criminal do Rio de Janeiro. Nuzman ainda pode recorrer da decisão em liberdade. A defesa do ex-presidente do COB disse que a condenação ocorreu sem provas e que isso será corrigido quando o tribunal julgar o recurso.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, com base na operação Unfair Play, Nuzman intermediou a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a eleição do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. Em março de 2017, o jornal francês “Le Monde” denunciou que, três dias antes da escolha da cidade brasileira, houve pagamento de propina a dirigentes do Comitê Olímpico Internacional.
A Operação Unfair Play, da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, foi deflagrada no dia 5 de outubro de 2017. Naquele ano, agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam Nuzman e o ex-diretor de operações do comitê Rio 2016, Leonardo Gryner na Zona Sul do Rio.
A denúncia do Ministério Público Federal também inclui o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, , os dirigentes senegaleses do atletismo Lamine Diack e seu filho Papa Diack. Por residirem na França e no Senegal, houve desmembramento dos casos dos dirigentes estrangeiros, assim como ocorreu com o empresário Rei Arthur, que também reside nos Estados Unidos.
O ex-governador Sérgio Cabral Filho foi condenado a dez anos e oito meses de prisão por corrupção passiva. E Leonardo Gryner a 13 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e organização criminosa.
Nuzman renunciou à presidência do COB no último dia 11 de outubro. Ele presidiu a entidade por quase 22 anos.