Foto: Arquivo
O Ministério Público realiza na manhã desta quinta-feira (30) a segunda fase da ‘operação Santo Remédio‘, que investiga irregularidades na terceirização da saúde em Cachoeira Paulista.
A operação, que teve suas investigações iniciadas em 2018, está sendo realizada pelo grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Cachoeira Paulista.
O objetivo é investigar o desvio de verbas públicas por meio da contratação irregular de organização social responsável pela gestão da saúde da cidade. Entre os alvos da operação está a sede da Santa Casa de Misericórdia da cidade.
Nesta quinta-feira (30), estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados a funcionários públicos e outros investigados em Cachoeira Paulista e Silveiras. Também estão sendo cumpridos mandados em Pilar, na Paraíba.
Entenda o caso
O Instituto Isec foi contratado pela gestão municipal em 2017 e subcontratou uma outra empresa para o serviço. O contrato para a Organização Social (OS) administrar a saúde de Cachoeira Paulista girava em torno de R$ 7 milhões ao ano.
Segundo o Ministério Público, as investigações indicam desvio de recursos e lavagem de dinheiro. Por isso, foi autorizada a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, além de decretada indisponibilidade de bens até quase R$ 1 milhão para resguardar os cofres públicos.
O Gaeco informou ainda que, com base nas investigações iniciais, já foram oferecidas e recebidas pela Justiça de Cachoeira Paulista duas denúncias contra dez pessoas no total, por organização criminosa e lavagem de dinheiro, dentre outros crimes.