
A Justiça autorizou Suzane Von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, a cursar a faculdade de farmácia em uma universidade em Taubaté.
O pedido foi feito pela defesa dela após ela obter nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para conseguir cursar o ensino superior. Ela atualmente cumpre pena em regime semiaberto na P1 de Tremembé.
De acordo com a decisão liminar de sexta-feira (10), que foi assinada pelo desembargador relator José Damião Pinheiro Machado Cogan, a autorização é válida para início imediato, isso porque as aulas do segundo semestre já se iniciaram na universidade.
O pedido foi protocolado em 12 de agosto, sendo que as aulas começaram no dia 16 do mesmo mês. O curso dela será realizado no período noturno.
Na análise, o pedido teve parecer contrário do Ministério Público, que alegou que não há como garantir a segurança da detenta. No entanto, segundo a Justiça, ela preenche todos os requisitos para que tivesse os estudos autorizados.
A presa obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015, e desde então, tem benefício a saídas temporárias. Ela também pode deixar a unidade para trabalhar ou estudar, mas isso, depende de autorização da Justiça.
Nos últimos anos, Suzane vem tentando iniciar uma faculdade, mas sem sucesso. Em 2020, ela conseguiu uma vaga pelo Sisu no curso de Gestão de Turismo, no Instituto Federal de Campos do Jordão. Suzane se matriculou, mas não chegou a cursar as aulas por não ter sido autorizada pela Justiça para deixar o presídio.
Em 2017, a presa foi aprovada para o curso de administração em uma instituição católica em Taubaté. Para custear a mensalidade, ela pleiteou o financiamento pelo Fies e foi contemplada, mas apesar disso, ela não concluiu a sua matrícula.
Já em 2016, a presa recebeu autorização para cursar uma outra graduação. Na época, ela tentava frequentar as aulas do curso de administração em uma universidade particular. Com medo do assédio fora da prisão, ela pediu à Justiça para fazer o curso online, mas por falta de recursos tecnológicos e aparato no presídio, teve o pedido foi negado.