Foto: Catarina Chaves/MEC
O Ministro da Educação, Milton Ribeiro, cumpre agenda nesta segunda-feira (23), em Taubaté. Junto com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Ribeiro participa pela manhã de um encontro sobre planejamento para secretarias municipais e deve inaugurar a primeira escola cívico-militar da cidade no período da tarde.
Em seu discurso, o ministro Milton Ribeiro rebateu críticas que recebeu no fim de semana após dizer que o diploma de ensino superior não era garantia de emprego. Ele defendeu que afirmação reforça a necessidade de mão de obra técnica e não se trata de um pensamento ‘elitista’.

“É uma falácia que o fato de um menino ter um diploma de curso superior apenas é uma garantia de emprego. Não é. Hoje o que falta e demanda é mão de obra técnica. E o meu discurso pode ser assim, ‘olha, elitista, não quer que o pobre chegue até o curso superior’. É mentira, senão eu não estaria aqui. O que estou fazendo é olhar para quem já sabe e já fez. Alemanha fez isso, outros grandes países da Europa fizeram isso. Mão de obra técnica”, disse o ministro.
A repercussão faz referência a fala em um discurso durante um evento em Nova Odessa, em São Paulo, neste fim de semana. Na ocasião, ao defender o ensino profissionalizante, o ministro disse que o jovem faz empréstimos do governo para o financiamento de cursos de graduação, mas “fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego”.
No discurso em Taubaté, durante a apresentação de uma plataforma de cadastro de dados sobre a educação para repasses de verba federais, ele reforçou a importância do ensino técnico no Brasil, dizendo que há oportunidades de trabalho em setores para pessoas com cursos profissionalizantes e que, depois da formação, poderiam galgar outras posições, como o ensino superior.
“O único pecado que cometi foi ter coragem de falar nesse assunto, mas minha consciência está tranquila”, afirmou o ministro em sua defesa.