Foto: Guilherme Moura/Divulgação Novelis
Os trabalhadores da fábrica Novelis, em Pindamonhangaba, fizeram uma paralisação na manhã desta quinta-feira (12), para cobrar o pagamento de um adicional de revezamento de turno, em função de uma jornada de trabalho diferente, e também reivindicar pela campanha salarial.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a jornada de trabalho aplicada na Novelis é a mais prejudicial para a saúde dos funcionários, isso porque todos na produção mudam de turno a cada semana, o que provoca distúrbios do sono, stress, além de comprometer o convívio social e aumentar as chances de doenças cardíacas.
Outro assunto pautado na paralisação foi a Campanha Salarial. Há mais de um mês a pauta de reivindicações foi entregue para as bancadas patronais, no dia 29 de junho, mas até agora o Sindicel, que representa a Novelis, não respondeu.
A Novelis atua no ramo do alumínio e emprega atualmente 1.300 pessoas em Pindamonhangaba. O último relatório financeiro da empresa apresentou crescimento recorde do lucro líquido em 597%.
Outro lado
Em nota, a Novelis disse que não houve paralisação de funcionários da empresa, e que na realidade, membros do Sindicato bloquearam vias de acesso à fábrica, impedindo a passagem dos veículos que levavam os funcionários da empresa, impossibilitando que chegassem à fábrica para realização de suas atividades.
“Ao contrário do que o Sindicato afirma, não houve mudanças no turno de trabalho dos colaboradores, de 6 horas para 8 horas diárias. Desde 1989, a empresa possui acordo com o próprio Sindicato que consiste em prática de turnos de revezamento de 8 horas. O mesmo documento se manteve válido a partir de renovação assinada recentemente por 5 dos 6 membros da Comissão de Sindicalistas da Novelis. A companhia entende a importância de ouvir os interesses dos seus colaboradores, e por meio de pesquisa realizada com consultoria contratada, evitando qualquer tipo de influência, questionou se havia interesse em alterar o regime de turnos atual. O resultado apontou que 90% dos funcionários que atuam na fábrica não queriam passar por qualquer mudança nesse sentido”, afirmou a empresa.