Rogério Caboclo. Foto: Agif
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta segunda-feira (26), a anulação da eleição de Rogério Caboclo como presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A eleição de Caboclo aconteceu em abril de 2018, quando a entidade mudou a forma de votação para a presidência.
De acordo com a sentença do juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, foram nomeados para comandar a entidade máxima do futebol brasileiro por 30 dias. Neste período, eles terão que organizar uma nova eleição e não poderão concorrer ao cargo.
O juiz do caso aceitou o pedido do Ministério Público, que não contesta a eleição em si, mas a Assembleia Geral da CBF que determinou as regras para a realização da eleição. Em 2017, os presidentes de federações alteraram o peso dos votos da eleição, sem consultar os clubes da primeira divisão nacional.
Por outro lado, a CBF disse que a eleição não pode ser anulada, isso porque a ação foi proposta em 2017 e a eleição só ocorreu em 2018. Como é uma decisão em primeira instância, a entidade deve recorrer da decisão do juiz da 2ª Vara Cível da Barra.
Com a decisão, Caboclo e os oito vice-presidentes eleitos estão afastados do comando da entidade. Apesar do estatuto da CBF prever que o diretor mais velho assuma o cargo na vacância do poder e faça uma nova eleição em 30 dias, o magistrado decidiu convocar os presidentes do Flamengo e da Federação Paulista para ocupar o comando da entidade até nova eleição.
A Confederação Brasileira de Futebol atravessa a maior crise da sua história desde maio, quando Rogério Caboclo foi afastado pela Comissão de Ética do Futebol após uma funcionária da entidade o acusar de assédio moral e assédio sexual.
Desde então, Caboclo e Marco Polo Del Nero, ex-presidente da entidade, travam nos bastidores uma disputa pelo comando da CBF. Del Nero foi afastado do cargo em 2017 pela FIFA acusado de receber propina. Já Caboclo tenta retomar o cargo por meio de um recurso apresentado ao STJD.